Uma pessoa precisa encontrar seu lugar. Mas quando a separação se torna inevitável, deixar tudo pra trás torna-se tarefa das mais dolorosas. Abandonar a rotina, o espaço que remete lembranças. Deixar pra trás rostos amigos, expressões tão íntimas. Desconstruir, reinventar e, enfim, evoluir.
Talvez este seja o grande desafio da vida. Afinal, encarar o novo nem sempre é tão difícil quanto colocar um ponto final em uma história feliz, repleta de personagens já previsíveis. Partir, às vezes, é conseqüência de uma escolha, outras, de uma imposição, mas, na grande maioria das vezes e, tomara, que sempre, é graças a um tipo de necessidade. Necessidade de recuperar o prazer.
E se há algo que aprendi nestes últimos tempos, é que o prazer tem prazo de validade. Pra paixão não há conservantes, nem garantias, há, tão somente, um sentimento humano, falível e tão intenso que vez outra nos frustra e paralisa.
Auto-ajuda? Não, longe disso. Apenas uma tentativa de explicar o motivo pelo qual nos sentimos insaciáveis perante a vida. Retornaremos ao ponto de partida, em outro contexto, expondo outras faces de nós mesmos, e com a mesma intensa paixão de quem descobre um caminho. Neste momento próximo, porém, traremos a força e segurança do ontem, a vontade de errar e a certeza de que tudo passa na mesma medida que fica.

1 comentários:
caaaaaraca...ao final do texto deu vontade de voltar ao ventre de mainha e começar tudo de novo..mesmo, mesmo.....poutz!! vc é como vinho esta ficando melhor com a cada tempo....
parabens!! beijos em seu indomavél coração venenoso....
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