Eu fecho os olhos enquanto ele contempla minha face, eu disfarço meus pensamentos irracionais. Reinvento argumentos, enquanto os olhos dele, novamente, fazem com que eu me perca e esqueça do resto. As minhas escolhas me transformaram em uma farsa incomum. Chego a duvidar até mesmo do que há de real nessa história. Estou certa, porém, que o coração acelera no reencontro e sofre na partida... Ainda choro com as canções...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Rotas de colisão
Eu fecho os olhos enquanto ele contempla minha face, eu disfarço meus pensamentos irracionais. Reinvento argumentos, enquanto os olhos dele, novamente, fazem com que eu me perca e esqueça do resto. As minhas escolhas me transformaram em uma farsa incomum. Chego a duvidar até mesmo do que há de real nessa história. Estou certa, porém, que o coração acelera no reencontro e sofre na partida... Ainda choro com as canções...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sinto tanto
Sinto-me derrotada. Derrotada pelo tempo, pela falta de tempo, por tudo que perdi. Eu lutei, tentei mudar, até me iludi. Mas se a vida não muda, tu mudas e te adaptas a ela. Corri demais, gritei, esperneei, logo ele me venceu. Eu já me encontrava cansada das minhas inconstâncias, insatisfeita e só. Tentei acreditar, então, que tudo significava um rito, uma fase que todos nós, comuns, precisamos enfrentar. Desisti dos poemas do Quintana e dos versos daquelas canções que ouço ainda hoje. Só que, ainda hoje, elas insistem em me fazer chorar. Já nem sei mais, não lembro. As datas foram apagadas da memória, as ideologias permanecem em segundo plano. Há vida e há morte em seu lugar. O que me resta é o amor e desse eu não abro mão, nem penso. E isso tudo, essas linhas, resumem-se as mesmas ladainhas de antes. Eu quero fugir de mim! Então por favor, me ensina? Eu sou uma farsa!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
À Ana

Sei que lerás os livros que li.
Crescerás assim, pelo menos enquanto eu puder influenciar teus gostos. Esperto que leia também minhas linhas. Mesmo que isto aconteça nos teus momentos de inconstância.
Teu pai te mostrará outros caminhos. Espero que encontres o teu.
Não importa as cores, se azul ou vermelho, mas a paixão que te moverá.
Respeite.
Tenha ideais e sonhos, mas, sobretudo, saiba distingui-los.
Saiba dizer não, e não subestime a força do silêncio.
Entenda meus medos, aceite os teus próprios medos.
Não busque encontrar nas pessoas as tuas virtudes, tampouco as tuas falhas.
Observe o mundo e descubra que tudo muda na medida em que o tempo passa e cresces.
Grite comigo, com teu pai, mas jamais deixe que sentimentos passageiros venham a se transformar em mágoas.
Se te sentires só, esteja certa que te amo e que te amei antes mesmo da tua existência.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Sussurros
Ontem eu me despi por conseqüência de tudo isso. Destes pensamentos que fazem estrago, lembranças. Entreguei algo imaterial e, de fato, tudo se foi, ao menos naquele momento.
Há alguém que espera ansiosamente pelo meu sorriso ainda infantil. E eu espero incansavelmente pela aprovação que virá dos seus olhos: só ele me liberta do que ainda sou em algum lugar no tempo.
Leio um livro, rabisco papéis coloridos. Tento me despir do medo. Tento preencher cada vazio com este sentimento. “Eu quero te fazer feliz!” É o que preciso e pressinto.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Um (mini)conto
Ela tem olhos marcantes e doces. Olhar ingênuo, e vez em quando provocante. Sorriso largo e uma sonora gargalhada. Isso tudo perto dele.
Ele tem olhos profundos e doces. Um olhar e um sorriso de menino. Gargalhada escandalosa.
Eu a definiria em vermelho. Ela se auto definiria em qualquer tom mais sóbrio, menos chamativo. Ele a definiria como uma luz. Ela acharia exagero.
Eu não conseguiria definir aquele menino em uma cor exata. Ele, tampouco. Ela, porém, refletiria as cores dele em seus olhos.
As palavras e os tons, os sons: tudo se completa.
Há dias nublados, há saudade também. Sente-se a falta constante em instantes intermináveis.
Passam-se horas, sonha-se com outras horas.
Tudo se renova.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
E o futuro virá...
Uma pessoa precisa encontrar seu lugar. Mas quando a separação se torna inevitável, deixar tudo pra trás torna-se tarefa das mais dolorosas. Abandonar a rotina, o espaço que remete lembranças. Deixar pra trás rostos amigos, expressões tão íntimas. Desconstruir, reinventar e, enfim, evoluir.
Talvez este seja o grande desafio da vida. Afinal, encarar o novo nem sempre é tão difícil quanto colocar um ponto final em uma história feliz, repleta de personagens já previsíveis. Partir, às vezes, é conseqüência de uma escolha, outras, de uma imposição, mas, na grande maioria das vezes e, tomara, que sempre, é graças a um tipo de necessidade. Necessidade de recuperar o prazer.
E se há algo que aprendi nestes últimos tempos, é que o prazer tem prazo de validade. Pra paixão não há conservantes, nem garantias, há, tão somente, um sentimento humano, falível e tão intenso que vez outra nos frustra e paralisa.
Auto-ajuda? Não, longe disso. Apenas uma tentativa de explicar o motivo pelo qual nos sentimos insaciáveis perante a vida. Retornaremos ao ponto de partida, em outro contexto, expondo outras faces de nós mesmos, e com a mesma intensa paixão de quem descobre um caminho. Neste momento próximo, porém, traremos a força e segurança do ontem, a vontade de errar e a certeza de que tudo passa na mesma medida que fica.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sexta-feira, noite...
Com um frio de cinco graus, Bagé recebe a segunda apresentação da banda Pimenta Buena. Admito que não fiz muita questão de assistir a primeira e, confesso, que o arrependimento bateu após ver o estilo dos caras e, claro, após apreciar canciones saborosas. Aprecie o site dos caras e confira as canções disponíveis!Ah, o espaço onde tudo acotece? Atelier Coletivo, que, por si só, já aquece as minhas noites de sexta. Um dos poucos lugares onde eu me sinto bem na noite bageense, graças a rostos amigos, música de verdade e visual atraente: é uma mistura entre o exótico/inusitado e um bom gosto alternativo. Ao lado, imagem captada pelas lentes do fotógrafo Leko Machado na primeira apresentação do quarteto.
À noite, ainda, o Sarau Noturno, a partir das 9h30 no Cemitério da Santa Casa de Bagé. Sim, Cemitério. Quer saber mais? Visite o site da revista Aplauso, que, nesta edição, traz em sua capa o inusitado evento. Ah, e a matéria é minha e as fotos são do Leko...
quinta-feira, 14 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Humano demais
Ela está em casa...
Sentada na cama, sozinha, perdida em si mesma, tentando se encontrar e reconhecer aquele espaço, que não lhe é estranho. Ela até lembra de outros dias ali. Reconhece cada fantasma, lembra do escuro, do medo da luz. Lembra de estar acordada, e de sonhar ali. Sonhar com o passado e com o futuro que não veio. Mas o que a assombra mesmo é ainda estar ali...
Quando percebe isto, tenta se transportar pra outro lugar. Ela sempre desejou um poder: o tele transporte imediato para outras sensações, mas sem perder nenhuma das que, ocasionalmente, ficariam pra trás...
Ela pára com todas aquelas alucinações sem sentido e se vê ali, vê os quatro cantos, sente o vazio, não o externo, mas aquele que permanece dentro dela. Lembra das alucinações e as compara com aquele sentimento. Sentimento que não a invade, vez ou outra, apenas desperta, vez em sempre. É silencioso e constante. É perigoso e tão íntimo dela, que a faz sorrir.
Olha, então, para este tal amigo íntimo, e ele a reconhece. Só ele a reconhece. Andam lado a lado, e não é de hoje. Ela volta a sorrir, lembra da monotonia que é afastá-lo da sua vida, mas, ainda assim, o afasta... Ela sempre faz isso. Afasta o que a alucina...
Os ponteiros do relógio prosseguem (ela acompanha atentamente), e também a busca incessante por alguém, por outro lugar, por outro sentimento...
Mesmo ainda sentada ali, ela lembra de alguém, desse mesmo alguém desta contínua procura... Ainda não sabe o que significa todo aquele bombardeio de sentimentos, mas sabe que ele faz bem a ela, faz com que ela sorria diante da sua própria loucura.
Tenta afastá-lo, também. Argumenta que é para o seu próprio bem. “Sou companhia perniciosa, meus sentimentos são perniciosos.”
Ele diz que é tarde demais. Ela diz “antes que seja tarde demais”.
Tem um passado, nem tão distante, e tem um futuro tão só.
“Sim, eu te quero comigo. É o que mais quer alguém que se sente tão só. Mas suportar a dor de te ter é suportar o medo de te perder tão logo, e pra um futuro que tanto pode ser o meu quanto o seu.”
Respira.
“Eis que te vejo parado diante de mim. És tão igual a ele, és tão complexo e tão íntimo meu quanto ele, mas tu sentes e és humano como eu sou.”
Humanos demais até.
“Dizes que nada daquilo tem explicação.”
“E precisa?”, ele reitera a contestação.
Ela continua a sorrir, mas se atém ao sorriso e aos olhos dele, que a invadem e a levam a um novo delírio.
Revela fatos, atos, frustrações, devaneios, que nem mesmo o papel testemunhou.
Corpo, alma, ideologia, religião.
Adquire poder, e se tele transporta para dentro dele, como nunca ambicionou. Alucinação?
Quem dera!
Até os devaneios incontroláveis estavam sob controle, mas a humanidade dele rompe, até mesmo, as amarras daquele eu...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Não, nem sente...
Saudade do que fazia tudo ser melhor digerido (até os sapos diários)?
Não!
Era só a melhor distração...o que fazia daquilo mais do que é...
Nem faz falta os olhos atentos e intensamente voltados pros dela. Tampouco o sorriso silencioso e, até mesmo, escandaloso, alheio a composturas dignas e baratas daquela gente que ainda a olha, agora, como se ela não fosse (e não é) dali...
[Agora eles observam tudo, e apontam, está exposta, é mostra barata, carne fresca, e insensata... Não, ela se sente tão bem naquele lugar que sente a necessidade de arquitetar sua fuga em meio ao caos (já cuidadosamente engendrado) que deixará para trás...]
Ah, ela não sente a saudade, só a presença em cada canto, em cada rotina... Saudade “dele”, dele também, dela até... [De tudo até o ponto que se perdeu, que me perdi...]
[As lembranças trarei comigo, o resto será pó, e não deixarei um só rastro do que foi, do que fui...]
Vozes
As vozes que ouço à noite
Acharia tudo que eu faço natural (normal)
Se você sentisse
O medo que eu sinto do escuro
Se você soubesse
O mal que o sol me faz
Não me pediria pra repetir
Revoltas banais das quais eu já me esqueci
Se você ouvisse
Às vozes que ouço à noite
Às vezes me assustam
Outras vezes me atraem
Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
Se você soubesse
O quanto eu preciso da solidão
Não me pediria pra repetir
Frases banais das quais já me arrependi
Duas pessoas são duas verdades
E, na verdade, são dois mundos
A cada segundo, o pânico aumenta
E uma sombra arrebenta a porta dos fundos
Se você sofresse tanto quanto eu sofro com a solidão
E precisasse tanto quanto eu preciso da solidão
Não me pediria pra repetir
Gestos banais dos iguais aos que eu não fiz
Humberto Gessinger
segunda-feira, 6 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Obrigatoriedade do diploma, uma ímpia e injusta guerra
Ontem à noite, em Bagé, Rio Grande do Sul, foi realizada uma manifestação em prol da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a função jornalística. A luta pode parecer até ridícula pra quem desconhece a atual situação que nossa classe enfrenta, hoje, no Brasil, que sim, beira o ridículo. Muitos populares que ontem arregalaram os olhos para jovens trajando preto e gritando alto, por exemplo, ignoravam que nós, jornalistas por formação e jornalistas em formação, buscamos conquistar um espaço nesse mercado que é nosso, mas que está sendo ocupado por pessoas que desconhecem técnicas e, principalmente, ética.
O grito de ontem, música para nossos ouvidos, até agora ecoa em minha mente e, certamente, por mais singelo que tenha sido nosso movimento, chegará aos ouvidos daqueles que devem se envergonhar por ignorar um diploma que significa muito mais do que um amontoado de técnica, adquirida durante os quatro anos de curso, mas sim, paixão, dedicação, amor por uma profissão.
É preciso lembrar que, acima de tudo, é a sociedade que está sendo desrespeitada. É você, cidadão, que está sendo menosprezado e imbecilizado por mentes incapacitadas. Todos têm direito à informação, mas é nosso dever lutar pela livre circulação de informação de qualidade. Esta luta é nossa e não será em vão, ainda creio.
Triste e revoltante, sobretudo, é assistir em sua própria cidade, e não tão somente em Brasília, como já estamos acostumados, um circo dos horrores. Bagé, a Rainha da Fronteira, abriga um Curso que, anualmente, forma profissionais capacitados que, pelo contexto nada próspero, deixam seu pago para se aventurarem e lutarem por um espaço que, neste pampa, é ocupado por gente que desconhece e fere, diariamente, os princípios do Jornalismo, em um estabelecimento que, para nós, não passa de um exemplo de quão sujo e vicioso é este sistema ao qual somos convidados a nos adaptar.
A verdade é que possuímos prazo de validade. Somos úteis nesta área de Comunicação, conquistamos espaço, enquanto acadêmicos, mão-de-obra barata e em processo de qualificação; já formados, porém, passamos a fazer parte de uma classe desvalorizada por esta cidade limitada e desqualificada em aspectos que não se restringem à Comunicação, mas que nela estão refletidos.
Porém, até o fim, “mostremos valor, constância, nesta ímpia e injusta guerra”...
Niela Bittencourt, acadêmica do VI semestre de Jornalismo da Universidade da Região da Campanha
sábado, 21 de março de 2009
(...)
quinta-feira, 19 de março de 2009
AR
Eu quero olhar pra trás
E ver as coisas que um dia fiz
Não vou me envergonhar, nem te pedir desculpa
Às vezes que eu cometi
Erros, eu sei a vida é assim
Não vou mais me culpar,
Só quero ajuda pra voltar a andar,
Por mim, mais ninguém
Ar... quero respirar
Hoje eu te vejo e sei
Que o tempo não passou por aqui
Lembrando, volto lá
Pra te pedir desculpa
Às vezes que eu cometi
Erros, eu sei a vida é assim, não vou mais me culpar,
Só quero ajuda pra voltar a andar,
Por mim, mais ninguém
Ar... quero respirar
Ar... por mim, mais ninguém
Ar... quero respirar
(respirar, andar, andar...)
Duca Leindecker
terça-feira, 17 de março de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Ganhei, publiquei
Um selo maneiro como este só poderia ter sido enviado através de um Blog maneiro e de uma pessoa maneiríssima...Valeu pelo mimo Kellen!
Para conhecer o Blog da moça aí de cima, que vale muito a pena, basta clicar em http://apublici.blogspot.com/
Ah, eu tenho que escolher dez Blogs maneiros...
E os indicados são:
Vírgula Antenada, da minha queridona Denise Machado
Ju Soska e o seu Além dos Outdoors
Munique Monteiro, um encanto de guria
Janela de Expressão, da talentosa Aníssima
A Outra Face, do enigmático Vítor
Viviane Ilha, minha companheirona de todas as horas
Contexto, de um carinha muito maneiro
Variação do mesmo tema, do Hawaiano Fabrício
E, finalmente, para um Blog de peso, o Jornalista de Peso
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Eu tenho medo de mim!
É nessa busca constante, que tenho me tornado inconstante, imprevisível, alguém que às vezes nem mesmo eu suporto. Em meus momentos de insanidade, culpo pessoas que há tempos estão ao meu lado, e também aquelas que tentam fazer parte deste presente tão desgastado. Mas o que eu sei, é que nada disto me completa, mas não há culpados, nem vítimas, há apenas alguém que está só, e que se sentirá assim nos próximos vinte anos. Sem uma razão. Hoje, é uma forma de existência tão natural pra mim, que quando algo está diferente eu não me reconheço e inundo meus pensamentos de medo, sofrendo ainda mais.
Ciente das minhas virtudes, das minhas fraquezas, brinco com a vida, e dela faço o meu paraíso, é assim que sou, já nem contesto os motivos, mas sigo a contestar o mundo. Estou apenas em busca de uma sensação passageira, que seja tão inconstante quanto o meu existir. Só espero que esta terra ainda não a tenha rotulado e que ela esteja distante demais do que essa reconhece. Em compensação, que, diante de mim, seja a imagem que falta, aquela capaz de cegar a todos que tanto se preocupam com coisas ínfimas demais diante de sua singela grandeza.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Minhas noites são iguais
Se eu não vou à luta
Eu não tenho paz
Se eu não faço guerra
Eu não tenho mais paz
Não aguento mais
Um dia mais, um dia a menos
São fatais
Pra quem tem sonhos pequenos
Sonhos tão pequenos
Que nunca têm fim
Eu só queria saber
O que você foi fazer no meu caminho
Eu não consigo entender
Não consigo mais viver sozinho"
HG
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Alto astral e carisma a céu aberto
O último show do ano da banda gaúcha Nenhum de Nós aconteceu dia 30 aqui Além da interação constante com o público durante todo o show, Carlos Stein, Thedy Corrêa, Veco Marques (um guitarrista apaixonante), João Vicente e Sady Hömrich (que encontrei de bobeira minutos antes do show) receberam, ainda bem dispostinhos, todos aqueles que enfrentaram uma fila considerável para vê-los no camarim (eu, confesso, além de cantar TODAS as canções da banda durante o show, tirei fotos com todos no pós).
Não é a primeira vez que Bagé recebe a banda, mas, sem dúvida, nessa última os caras deixaram a sensação de que o melhor do Nenhum é esse sentimento mágico e nostálgico despertado por canções de letras simples e melodias harmoniosas, e que há 20 anos embalam nossas histórias de vida, além do carinho e respeito para com aqueles que os acompanham.
Quem ainda não conhece o trabalho do quinteto, pode conferir o site atual da banda, que está à altura do trabalho dos caras, através do endereço eletrônico: http://www.nenhumdenos.com.br/
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Quintanares
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário.
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...
O SILÊNCIO
Mario Quintana
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
"É que eu nasci com o pé na estrada e com a cabeça lá na lua..."
que há um tempo certo para tudo
cedo ou tarde chega o dia
Se eu fosse sem dizer palavra, será que você escutaria
o silêncio me dizendo que a culpa não foi sua
É que eu nasci com o pé na estrada e com a cabeça lá na lua
Não vou ficar, não vou ficar, fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto
fiz bandeira desses trapos,devorei concreto e asfalto
Tenho feito meu caminho
volta e meia fico só, reconheço meus defeitos
e o efeito dominó,
Mas se eu ficasse ao seu lado de nada adiantaria
se eu fosse um cara diferente sabe lá como eu seria
Não vou ficar, não vou ficar, fiz bandera desses trapos, devorei concreto e asfalto
fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto
Fiz o meu caminho, devorei concreto e asfalto,
fiz o meu caminho, devorei concreto e asfalto.
Concreto e Asfalto
Humberto Gessinger
"Por hoje, é só, vou deixar passar a ventania..."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Reticências demais...
As memórias de momentos insanos devem permanenecer na mémória. Pois se o que não escrevo não é real, logo o que ainda está latejando na mente também deixará de ser. É simples, tão simples: a segunda-feira chegará e com ela todas as responsabilidades e prazeres, nada mais fará sentido, é assim que funciona, é sempre assim.
Eu aprendi a ter paciência em relação ao presente e, também, ao passado, ainda não tenho em relação ao futuro, mas a culpa não é dele. A culpa é minha que o desejo demais, e o espero demais, sem qualquer paciência... A culpa é minha em ter desejado tanto, sem nem ao menos saber o que fato queria...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O que eu penso a respeito de tudo...
Se tento encontrar respostas para dúvidas de ontem, acabo me apegando a teorias incompatíveis com a inquietude que sinto hoje.
E nesse constante inconstante, meus pensamentos formulam conceitos a respeito de tudo; transformam-se em argumentos, que se tornam incompatíveis com este sentimento.
Tenho tentado abstrair, relevar, e vou relevando, ignorando um passado que não é meu, mas que faz sentido e está presente. E o simples, que é sonhar, torna-se complexo e irrelevante em meio ao contexto em que me encontro, hoje...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Desconstrutiv'ista'
Nesta fase em que te encontras não aceitas nada convencional, e se aceitas é para desmitificá-lo. Engendras outros conceitos, e te auto-criticas. Descobre-te igual aos demais em inúmeros aspectos, mas te apegas ao que te salvou do óbvio, do já sabido.
Ainda tens tudo isso ali, intrínseco, não como base, mas como ponto de partida. E, agora, passas a desconstruir o mundo que, ontem, era o teu mundo, e percebes, com isso, que é este prazer que ultrapassa a carne e os simulacros que te alimentará de hoje em diante.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Mais do mesmo...
Neste mundo capitalista, do qual somos incontestavelmente vítimas, atuando ora como protagonistas ora como medíocres marionetes, não há como bem viver sem dinheiro. Não pensem que sou uma insensível, claro que não sou, defendo com unhas e dentes que certas coisas, aliás muitas coisas, não dependem de dinheiro, como o amor em todas as suas nuances, mas é fato que inúmeras coisas só acontecem graças a este ópio inventado pelos homens e para a desgraça absoluta dos homens.
Vamos voltar nossa atenção ao Brasil, aliás volte a tua atenção ao teu mundo mais próximo, seja ele teu Estado, tua cidade, bairro ou etc. Perceba que tudo foge do teu controle, do teu ideal, se és "ista" então, estarás frustrado, como eu estou me sentindo neste exato momento ao viajar nas entrelinhas deste desabafo textual.
Entenda que nunca trabalhei por dinheiro, mas admito gostar de dinheiro por tudo aquilo que ele pôde me proporcionar, pois se trabalho com aquilo que amo, o Jornalismo, é tão somente porque posso, ou podia, pagar uma Universidade particular. É triste concluir que o que faz com que eu levante todos os dias e sinta prazer em encarar a vida é mantido por uma mensalidade que, mesmo que parece ínfima aos olhos de muitos, está pesando consideravelmente no bolso de quem voz escreve.
A verdade é que nadar contra a corrente dá trabalho, e é preciso ter dinheiro para isso. A verdade é que é fácil demais citar Marx, excitar-se com Guevara, enquanto a burguesia mantém teus estudos. Bonito estar na moda alternativa, conquistar amigos e amores alternativos, enquanto o resto do mundo se fode pela falta desta droga que cega e que transforma tudo, até mesmo a tua utopia, em lixo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A procura...
Procura-se uma pauta, um assunto relevante e interessante. Procura-se, desesperadamente, inspiração e tesão para escrever... Na verdade, procura-se uma Niela Bittencourt que desapareceu, adormeceu, ou, simplesmente, cansou de ser quem era, mas de quem estou com saudade...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Um tal de "meme"
O desafio:
"Oito sonhos que a gente tem que realizar antes do grande encontro com Deus"...
Eu vou responder, já que o Vítor me indicou. Contudo não acredito em Deus, tampouco fico planejando muitas coisas. Tenho alguns desejos, claro, mas acredito que as melhores coisas acontecem sem que a gente tenha planejado.
Funciona assim:
Regras:
• Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui;
• Passar o meme para 8 pessoas;
• Comentar no Blog de quem lhe passou o meme;
• Comentar no Blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
• Mencionar as regras.
Os sonhos/objetivos da pessoa aqui:
1 – Viver de Jornalismo. Não sonho com grandes salários, nem grandes cargos. Quero me sentir bem onde eu estiver atuando, desde que seja no Jornalismo;
2 – Morar
3 – Viajar, conhecer o Rio Grande do Sul primeiro, e depois mochilar pela América Latina também;
4 – Estudar muito, talvez filosofia ou sociologia, não sei se como curso universitário, mas estudar estas áreas;
5 – Escrever um livro sobre algo que ainda não sei.
6 – Morar um tempo fora do país, mas só um tempinho mesmo, apenas como experiência de vida;
7 – Construir uma parte dessa história com alguém e, ao mesmo tempo, fazer parte de uma parte da história deste alguém;
8 – Ter um filho ou não ter um filho?
E os indicados são:
1 - Denise, querida Vírgula Antenada;
2 - Gaby;
3 - Kellen e o Blog "A Publicitária";
4 - Ju Soska;
5 - Tiago Sant'ana;
6 - Fabrício Carlos e o Blog "Variação do mesmo tema";
7 - Messias;
8 - Viviane, amada!
Consegui! E olha que o Vítor roubou um monte de gente da minha lista de Blogs...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Além da máscara
Sem dúvida, alguns leitores já conferiram o trabalho destes caras em suas respectivas bandas e, por isso, eu aconselho: não tire conclusões precipitadas, pois o projeto em questão está longe de ser uma mera extensão da discografia de cada um.
A primeira vez que ouvi, confesso que me decepcionei, pois esperava algo tão enigmático quanto os outros trabalhos de HG, "porém todavia contudo", após ouvir cada música aproximadamente dez vezes, pude concluir que o trabalho tem outra cara, e que eu fui com a cara dessa outra metade. Estou curtindo, e não esperem críticas musicais, pois eu não tenho embasamento algum para isso. Não falo do que não sei, mas sinto que o trabalho dos caras tem alma, e é a mistura perfeita entre a subjetividade e a simplicidade, uma contradição.
Ps.1: Atente as partes em destaque...
Ps.2: Não, eu não curto só EngHaw e Cidadão Quem...Aliás, se me conheces sabes disso...
Ps.4: Prometa, caro leitor, que terá paciência...
Pouca Vogal - Além Da Máscara
Gessinger
agora que a terra é redonda
e o centro do universo é outro lugar
é hora de rever os planos
o mundo não é plano, não pára de girar
agora que o tempo é relativo
não há tempo perdido, não há tempo a perder
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
fica o sentimento
de um mundo sempre igual
igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
agora que tudo está exposto
a máscara e o rosto trocam de lugar
tô fora se esse é o caminho
se a vida é um filme, eu não conheço diretor
tô fora, sigo o meu caminho
às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz
num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
esse mundo em movimento
parece não mudar
é igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem
visão de raio-x
o x dessa questão
é ver além da máscara
além do que é sabido, além do que é sentido
ver além da máscara
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Falácia
Ou você conhece a Niela, ou não conhece...
A Niela tem dessas coisas: despertar ódio e amor nas pessoas, às vezes os dois ao mesmo tempo, às vezes um querendo dizer o outro, mas uma coisa é certa, não tem quem não se encante com essa jornalista metida a psicóloga (papel que faz muito bem)... Sincera (uma das melhores qualidades que uma pessoa pode ter)... e linda..."
A mentira sincera de um amigo...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ansiedade a mil em um texto nada imparcial
*A confirmar
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Falácia
HÁ CONTROVÉRSIAS!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Uma hora a gente cansa
Hoje, mais uma vez, essa tal filosofia (não, não se trata de nenhum tipo de doutrina religiosa, é apenas uma forma de encarar a vida, porém é tema para outro dia, ok?!) foi posta em prática e, mais uma vez também, foi nocalteada pelo temido e desconhecido lado B. Não pensem que gosto de escrever aqui coisas pessimistas, mas teimo em publicar fragmentos de delírios, que ora se apresentam em forma de "textos jornalísticos" ora como amontoados de palavras que formam frases soltas e, para muitos, sem sentido. Então, perdoem - me (ou não), mas uma hora (e há tantas horas) a gente cansa e tende a ser realista, trágica e sentimental (para não dizer brega):
"Vale a pena ser fútil, afinal. Assim, ao menos, a gente não cansa... Dá menos trabalho gostar do que todos gostam, fazer o que todos fazem, e sentir, ou deixar de sentir, o que todos sentem. É, quando a vontade que bate à porta é a de deixar de lado os ideais e tudo o que defendê-los traz, e já trouxe a nossa vida, esta é irrefutavelmente a melhor opção.
Quem sabe, assim, seja possível recomeçar do zero, sem as decepções próprias da utopia, sem o sentimentalismo barato de ontem, e que hoje nos sufoca. Sim, esquecer dos erros, das infantilidades... Deixar de lado o "lado A", aquele que é meigo, doce, carinhoso, atencioso, otimista, educado, às vezes doutrinado, vez em quando revolucionário - mistura imperfeita, que faz da vida uma perfeira indecisão...
Sim, pô, a gente também cansa de ser idealista, pois é chato ser a pessoa que se emociona ao ler um artigo do cara que admira; que chora ao ler um livro de outro cara, ou um filme, ou uma música... Cansa ainda mais a insistência errônea que faz com que a gente acredite nas pessoas, tente entendê - las, e, assim mesmo, sofra por elas. Vamos ser fúteis, quem sabe?! Pois é fato: Cansa, vez em sempre, sentir a dor que sinto, pensar o que penso, amar o quê e a quem amo, odiar o quê e a quem odeio, e, ainda assim, tentar o que tento..."
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Deseja mais do seu EU...
GRITA!
Ela parece não ouvir...Ela parece não evoluir...Ela não evolui...
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Olimpíadas, Brasil e, principalmente, a etc
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Eu voltei porque aqui é o meu lugar!
domingo, 10 de agosto de 2008
Deu pra ti!
Baixo astral
Vou pra PORTO ALEGRE
Tchau!
Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e...bah!
Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri a fim
Garopaba ou Bar João
Beladona e chimarrão
QUE SAUDADE da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio (mesmo preferindo o Olímpico)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Como de costume...
vagava pela biblioteca da minha Universidade – um hábito que, acreditem, procuro cultivar, - quando encontro, após certo tempo de garimpo, mais um exemplar digno de minha atenção. A começar pelo autor, Ricardo Kotscho - figura que admiro pelo dom de despertar em mim uma paixão pelo jornalismo que vez em quando adormece -, e, após, pelo tema que também desperta em mim grande interesse, a questão “profissão: repórter”.Kotscho, nesta obra, narra os bastidores de suas grandes reportagens, mas desta vez não se atém aos acontecimentos, e sim aos sentimentos e reações que essas histórias despertaram nas pessoas que com ele conviviam. “Pra que você vai se meter nisso?”- frase que sua mãe tantas vezes pronunciou quando este ingressava na profissão, e que sua filha, anos mais tarde, repetiu após inúmeros relatos do pai diante de “a história”.
Passagens que nos levam à época do Estadão, jornal onde Kostcho pegou gosto pela atividade, e onde se transformou em o “repórter do pipoqueiro”, e, também, à vida deste jornalista que aprendeu a ver e transformar histórias cotidianas do povo brasileiro em matérias de capa dos maiores e mais respeitados jornais do país.
A Aventura da Reportagem, de autoria de Kotscho e Gilberto Dimenstein - que despensa apresentações -, é leitura que vale a pena não tão somente para os profissionais da área de Comunicação Social, mas também para quem gosta de boas histórias, e possui curiosidade acerca desta profissão inexplicavelmente apaixonante.
A Aventura da Reportagem, de Ricardo Kotscho e Gilberto Dimenstein, publicada em 1990 - novamente destacando a desatualizada biblioteca de nossa Universidade - pela editora Summus.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Novos horizontes
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Voltaremos...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Eu só queria que uma mistura de Marx com Bourdieu "baixasse" em mim hoje!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Intrigas intelectuais
quarta-feira, 25 de junho de 2008
24h sem água em uma cidade ignorante
Contudo, é óbvio que a escassez de água não é o motivo pelo qual me auto – questiono, até por que este é um problema que está afetando quase todo o país, e não tão somente a Rainha da Fronteira, e com o qual aprendi a lidar. A verdade é que entristece o mais otimista dos mortais a forma com que a população da cidade lida com este caos. As pessoas acreditam mesmo que “colocar a boca no trombone” resolverá alguma coisa. Em primeiro lugar, resolveria se, e tão somente, a população usasse de uma linguagem menos ofensiva e chula, pois defender uma posição não significa ser ignorante.
Ignorância, deixo claro, não significa falta de conhecimento, não me interpretem mal. Ignorância, pra mim, é falta de discernimento, pois é esta característica que faz com que eu não vá até um veículo de comunicação e “xingue” o prefeito que ajudei a eleger, apelando a argumentos fracos e baseados no meu mau humor. Afinal, isto resolveria alguma coisa? Não, não resolveria. Além disso, quem possui um mínimo de discernimento é capaz de entender que há outros meios, que não os meios de comunicação da cidade, e programas que só sobrevivem graças a ignorância do povo, de reivindicar este direito fundamental.
Ora há reclamações pela falta de água ora pelos buracos de uma construção, ou pela inexistência de uma construção. Longe de defender o governo municipal, que, no meu íntimo, xinguei o suficiente hoje pela manhã, afinal – “Donde hay governo soy contra” - , afirmo que não é através da mídia que vocês, cidadãos ignorantes desta cidade, conseguirão alguma coisa. A mídia é para quem sabe usá – la, se não há esta “sabedoria”, acreditem, vossa ignorância será usada como “arma” por ela, e não precisa ser nenhum comunicólogo para saber disso. Ah, o que estou fazendo nessa cidade?
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Momento excepcional

Cursar a Faculdade de Comunicação Social é um privilégio de muitos, mas são poucos, certamente, que fazem valer a pena o dinheiro e o tempo investidos na formação. Neste semestre minha turma recebeu uma missão que, confesso, fez com que eu e meus colegas nos assustássemos. Primeiro pela responsabilidade em lidar com os sujeitos em questão e, segundo, por não dispormos de tempo considerado suficiente para nos engajarmos na tarefa como gostaríamos. Contudo, após muita resistência, e priorizando o que devemos ter em mente sempre, a responsabilidade social que nossa futura profissão nos empresta, abraçamos a causa, e a ela nos rendemos.O objetivo, proposto pela jornalista Stela Vasconcellos, nossa professora de Fotografia no IV Semestre do Curso, consistia em retratar crianças excepcionais que freqüentam a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE – de Bagé, a fim de realizarmos duas exposições na cidade – a primeira na sede da entidade, localizada no bairro Mascarenhas de Morais na Zona Norte de Bagé, e a segunda na Facos – Faculdade de Comunicação Social - , onde estudamos. Assim, fomos conhecer a entidade, que mesmo sendo umas das mais respeitadas e ativas do município, ainda não fora visitada pela maioria de nós, e me incluo neste grupo.
A necessidade da construção de uma sede mais adequada, o que estará sendo concretizado em breve, segundo consta no site da entidade, certamente foi um dos pontos que logo nos chamou a atenção. Contudo, só em observar por alguns momentos o trabalho feito no local, pudemos concluir o esforço feito pelas pessoas que trabalham em prol de uma causa tão nobre. Não é à toa que pais e crianças chegam à instituição com um prazer que aflora em seus rostos. E, neste contexto, nosso trabalho se deu de maneira agradável, sem o peso que pressentíamos desde que a proposta nos foi feita.
Uma das crianças que conquistou a todos, e que por todos foi fotografada, tem apenas dois anos e três meses. Natanael, um bebê que carinhosamente foi apelidado por todos nós de “gordo”, possui Síndrome de Down e uma compulsão por câmeras fotográficas. Sem dúvida, suas gargalhadas e pulos estarão expostas para que tantos, assim como nós, rendam – se ao seu astral de moleque.
Também fotografei uma menina que possui uma beleza sem igual, um rosto infantil e gracioso capaz de emocionar qualquer profissional. Jaine, cinco anos de idade. Confesso que não tive coragem de perguntar a sua mãe nem a nenhum funcionário o motivo pela qual ela freqüenta semanalmente a instituição. Não julguei necessária a informação, pois a lente que a retratou não buscava nada além de sua doçura de criança. Aguardo ansiosamente o momento em que reencontrarei mãe e filha, já na exposição.
Longe da manipulação atribuída à mídia, longe dos holofotes e do aparente “glamour”, eu, Niela Bittencourt, estudante de jornalismo, hoje um ser humano melhor.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O meu lugar
Reviver, nesta data, os bons momentos que passei aqui, assim como as sensações que inspiraram cada texto e as emoções que senti e sinto sempre que alguém os lê, faz com que eu veja o quanto vale a pena fazer o que se gosta pra valer. Não há como deixar de agradecer cada pessoa que de uma maneira ou de outra esteve presente neste espaço durante este ano. Agradeço, e reconheço o quanto aprendi e cresci nestes 12 meses.
E agora vamos recomeçar, partir de uma história que me faz tão bem. E que os votos sejam de inspiração e sucesso, tanto para mim quanto para vocês leitores e amigos, que construíram “o meu lugar”!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Tópicos sentimentais
Ainda afirmo que esta é uma data comercial, contudo não posso fugir deste clima irritantemente apaixonado. Então, minha homenagem ao dia dos namorados será um trecho de uma canção pela qual sou completamente apaixonada:
"O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor
Se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
Acordei nesse mundo marginal..."
SAUDADE
Às vezes somos invadidos por esse sentimento sem explicação, que toma conta dos nossos corações e faz com que eles fiquem apertados e machucados. Saudade, divide - se em duas: aquela doída, que nasce por culpa de algo que ficou para trás, mas que gostaríamos que estivesse por perto, temperada com pitadinhas de mágoa e desilusão, que entristece o sensível coração e faz com que nos sintamos infelizes; e outra, aquela que é responsável pela doce e feliz sensação de ter vivido as melhores coisas da vida.Esta última é a que sinto. Saudade dos amigos que estão longe, que passaram junto a mim momentos que fizeram com que tudo até hoje tenha valido a pena. Pessoas que talvez nem saibam a importância que tiveram e têm até hoje.E como é bom reencontrá - las. Aos AMIGOS: SAUDADE!
Dias dos ENAMORADOS II
Não me considero uma mulher romântica, mas sou uma sentimental assumida, então farei uma homenagem decente. E esta é, sobretudo, para alguém que é "um outro ser especial, que faz com que eu me sinta especial…Sem motivo ou razão aparente." (adaptação da postagem do dia 25 de março)
Como eu quero
Diz pra eu ficar muda faz cara de mistério
Tira essa bermuda que eu quero você sério
Tramas do sucesso mundo particular
Solos de guitarra não vão me conquistar
Hum! Eu quero você como eu quero...
O que você precisa é de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho em arte final
Agora não tem jeito "cê" tá numa cilada
É cada um por si você por mim e mais nada
Hum! Eu quero você como eu quero...
Longe do meu domínio "cê" vai de mal a pior
Vem que eu te ensino como ser bem melhor
Hum! Eu quero você como eu quero...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Amizade singular
terça-feira, 3 de junho de 2008
Tópicos informativos
Há dias que esta frase não sai da minha cabeça, mas ainda não me dei ao trabalho de pesquisar o nome de seu criador, então se ao lê -la sentires necessidade de pesquisar algo a respeito, TE VIRA, pois na estou a fim de ajudar, apenas escrevi ela aqui por julgá - la genial.
Bagé novamente sem cinema
Após três anos de funcionamento, o único cinema da cidade, o Cine Via Sete, que possuía somente uma sala de exibição, fechou suas portas graças a uma briga entre seus donos que foi parar na justiça. Mais informações? Joga no Google! A minha vida não vai mudar por culpa do fechamento do tal cinema. Em três anos, consigo contar nos dedos o número de filmes de conteúdo que foram projetados em sua tela.
Dia dos namorados
Data perfeita para declarar seu amor? Que nada! O único setor que ganha com isso é aquele que te vende produtos “atopetados” de impostos com a desculpa que vais agradar teu amorzinho. Por favor, acorda criatura! Dia dos namorados só serve para duas coisas: Gastar dinheiro e te redimir pelas besteiras que fizeste durante todos os outros dias do ano.
1º ANIVERSÁRIO
Esse mês o Blog completa seu primeiro ano de vida! Uau, passou correndo...Grande ano!
Destino: Santa Maria
O Mundo do Trabalho na Comunicação - Oportunidades e Ameaças é o tema do 33º Congresso Estadual de Jornalistas, que acontecerá entre os dias 13 e 14 de junho em Santa Maria. Esta é primeira vez que o Congresso acontece no interior do Estado, já que as 32 primeiras edições foram realizadas na capital Porto Alegre. O evento é promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS.
Relato das festas, e do Congresso claro, no dia 16, porque dia 15 é domingo e terei que descansar.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Lupicínios
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Sem moderação
Véspera de feriado, passei a tarde ao som da Cidadão Quem, que não só está com um baita CD, mas também com um site muito bacana, que vale a pena não só pelas canções da própria banda que tocam na Rádio Cidadão Quem, mas pelas músicas de artistas produzidos pelo Duca Leindecker, “o cara” da banda, através do estúdio Submarino Amarelo.terça-feira, 20 de maio de 2008
Desabafo
Estou no olho do furacão, e, a menos que queira me tornar uma chata que reclama de tudo, preciso dar outro rumo pra minha vida profissional pra ontem. Não, não pensem que largarei tudo e sairei de moto pela América Latina como tantas vezes já prometi, mas uma coisa é certa: O prazer tem prazo de validade, então, quando este vencer, arrume suas coisas e parta logo para um novo desafio, só não esqueça de liquidar as contas antes disso...
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Terra da garoa
Bagé é conhecida por sofrer com a falta de água. É fato: De tempos em tempos, entra ano e sai ano, inverno ou verão, o problema persiste, isso por ser considerado por nossos governantes como "histórico". Nada é feito, salvo a instalação de caixas d'água para os bairros pobres da cidade e o trabalho incansável das assessorias da atual gestão, que são bombardeadas pela imprensa e, principalmente, pelos cidadãos bageenses que clamam por uma solução rápida e definitiva.sexta-feira, 25 de abril de 2008
Ei, SAUDADE do nosso tempo...
Do nosso tempo Duca Leindecker
Quero te dar a mão/Mas você não me olha/Penso que assim então/Melhor eu me mandar/Saio cansado e vou/Perdido pela rua/Você me nota e sai/Pra então se desculpar
Dizer que o tempo vai levar/Pra longe tudo que passou/E assim vou vivendo
Pra lembrar quem eu sou/Pra salvar o que ainda restou/Do nosso tempo/E assim vou vivendo/Pra lembrar quem eu sou/Pra salvar o que ainda restou/Do nosso tempo eu sei/Que assim vou vivendo
Mas quando eu te vejo então/Esqueço tudo e nada/Parece tão sério assim/Você pra mim/Eu volto pra casa e vou/Com a tua mão na minha/Pra assistir um dvd/E depois se perder
Dizer que o tempo vai levar/Pra longe tudo que passou/E assim vou vivendo...
Pra salvar o que ainda restou... RESTOU, EU SEI...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Vale a pena conferir
Ao contrário da maioria dos livros técnicos, que costumam ser maçantes e cansativos, este traz em suas 80 páginas dicas relevantes para quem almeja essa profissão. De uma forma descontraída, e um tanto encorajadora, Kotscho relata suas experiências mais marcantes como repórter do jornal O Estado de São Paulo.
A emoção é uma constante durante toda a leitura, tornando –a prazerosa e intensa. Sensação que aflora, principalmente, nos capítulos finais da obra, onde constam dramas como o da menina de 18 anos, mãe de um menino de seis meses, presa por furtar latas de leite de um supermercado, ou como a história da família Lima, castigada pela fome em um país repleto de desigualdades.
Passagens que emocionam, sobretudo pela repercussão que atingiram, enaltecendo o valor de um jornalismo voltado, verdadeiramente, para o social.
A Prática da Reportagem, Ricardo Kotscho, Editora Ática – Série Fundamentos, publicado em 1995 (apenas para constar).
terça-feira, 15 de abril de 2008
Talvez seja a perfeição
Tuas virtudes
Talvez não tenham solução..."
Com lágrimas nos olhos, cansada de ser sutilmente agressiva e inutilmente apaixonada.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
APLAUSOS

Dias atrás conversei por e-mail com o editor da revista, o jornalista Flávio Ilha, e entendi o motivo de um projeto como este, que contraria a absurda tendência da falta, ou redução, de espaço para um verdadeiro jornalismo cultural na mídia, principalmente na mídia impressa, ser tão bem sucedido.
O cara é bom!
Começando pela atenção e educação, ímpar.
Não há muito o que dizer.
Basta conferir a entrevista, e sinceros APLAUSOS!
NB - Quais os desafios de fazer um jornalismo verdadeiramente cultural no Brasil?
FI - O desafio principal é se dirigir a uma população normalmente taxada de inculta e iletrada – o que não exprime toda a verdade. Boa parte da mídia (e aí estão incluídos os colegas de profissão) acha que escrever sobre livros ou sobre cinema é menos nobre do que desvendar os meandros do poder ou os planos econômicos do governo. Então, a principal dificuldade é mesmo ganhar legitimidade na própria mídia, que considera a) perda de tempo escrever sobre literatura para um bando de analfabetos funcionais e b) colocar talentos a serviço de assuntos que não vendem jornal ou revistas.
Isso acaba criando um círculo vicioso bem complicado, pois os jornais/revistas valorizam pouco a cobertura cultural e acabam passando ao mercado a idéia de que se trata de uma cobertura secundária – portanto, uma cobertura que pode ser financiada com os restos das grandes coberturas de, por exemplo, uma Copa do Mundo de futebol. Sem dinheiro, o noticiário cultural se ressente de bons profissionais (note a crescente juvenilização das editorias de cultura) e bons espaços (nunca é capa!!!) e acaba se revelando, na prática, menor do que poderia ser. Portanto, um gênero que não merece ser financiado. Pronto, está fechado o círculo vicioso.
Deveria ser ao contrário: além de educação, o brasileiro precisa de cultura – expressa num nível de informação adequado sobre tudo, desde as falcatruas da política até às idéias filosóficas mais importantes da história. A segunda parte desse argumento, infelizmente, está relegada ao esquecimento.
NB - Os profissionais adeptos ao jornalismo cultural enfrentam, entre outras dificuldades, uma redução e banalização do espaço do qual dispunham na imprensa escrita. Acreditas que isto seja conseqüência da tentativa de tornar jornais e revistas mais atrativos às massas, aumentando, assim, o consumo e gerando maior lucro?
FI - Em parte, acho que já respondi na questão acima. Os jornais estão errados em acreditar que “as massas” querem ler apenas sobre celebridades ou sobre as misérias humanas. Ofereça filé mignon e o povo comerá filé mignon. A mídia é diretamente responsável pelo que o povo lê. É uma falácia dizer que os jornais e revistas são orientados por pesquisas que comprovam a “ignorância” do leitor.
Pesquisas são manipuláveis e em geral dizem aquilo que quem compra quer ouvir. A opção da mídia é econômica: formar profissionais para realizar uma boa cobertura cultural requer informação e, conseqüentemente, investimentos; já cobrir celebridades custa menos. Aliás, custa quase nada.
NB – Como tornar a cultura mais atrativa às massas, tendo em vista o crescimento da indústria de entretenimento e da conseqüente imbecilização dos espectadores?
FI - Os leitores não são imbecis, os jornais é que os tornam vítimas de uma lógica perversa. A formação do gosto estético é um processo delicado, lento e dispendioso. Requer a ajuda da escola, da família, dos grupos sociais, da mídia. Ora, ninguém nasce sabendo quem foi Machado de Assis ou Homero. Se me apresentam Machado como um escritor do século XIX chato e enfadonho, por que vou lê-lo se tenho a opção de assistir a uma novela cheia de homens e mulheres bonitas (e nuas) na televisão? Parece-me que o problema está aí: a cobertura cultural da mídia é pretensiosa, exclusora, arrivista. Delimita quem pode e quem não pode encará-la. Coloca um muro com um portão de ferro cheio de cadeados e diz: letrados e iniciados podem passar; “burros” (ou imbecis, como queiras) ficam lá na cozinha vendo telenovela. É claro que quem não conseguiu passar pelo filtro (da linguagem, da informação etc) vai achar que cultura não é para ele. Vai se resignar e ter prazer em ver novela.
NB – A valorização do regional é característica da Revista Aplauso. Isto tem a ver com o seu público – alvo ou está ligado diretamente a um positivo "bairrismo"?
FI - Não sou dos que vêem algo positivo no bairrismo. Dizer que somos melhores que os outros apenas nos exclui – algo que muitos repórteres da área cultural fazem (o tal do muro com cadeado aí em cima, lembra?). A opção pelo regional é de mercado: não há como uma revista do Sul tentar conquistar leitores no Sul oferecendo uma cobertura nacional semelhante a uma publicação que está em SP ou RJ – eles simplesmente têm uma vantagem competitiva infinitamente maior por estarem lá e não aqui, no fim do Brasil. Então, é uma opção de mercado. Isso não impede que adotemos, coisa cada vez mais freqüente aqui, uma visão “local” de fenômenos globais: freqüentemente vamos fazer coberturas no RJ ou em SP para oferecer ao leitor do Sul uma visão sulista de acontecimentos brasileiros. É uma saída possível, para não ficarmos estigmatizados como uma publicação bairrista e localista. Penso que uma publicação que está fora do eixo RJ/SP e que é generalista como a nossa não tem outro caminho que não a abordagem regionalizada. Mas isso não significa uma capitulação aos ditames do folclore ou da cultura nativa. Procuramos ser universais a partir da nossa aldeia.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Baita presente

"Certamente isto só fará com que eu continue sendo esta demente, que posta comentários insanos, porém sinceros."
Passarei este selo, que é uma grande honra, para a Ana Paula, do Blog Janela de Expressão, que merece muito!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
"Companheiro" Ciro Gomes palestra em Bagé amanhã
Vale a pena conferir! O evento é beneficente e o ano é eleitoral!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Notas sobre fotografia
É inegavél o fato de que a tecnologia digital revolucionou as nossas vidas e, concomitantemente, o fotojornalismo, que passou a contar com a dinâmica do novo processo.
Paradoxalmente, contudo, a fotografia deixa de ser uma arte que enaltece a sensibilidade e a habilidade adquirida pelo domínio da técnica e pela parceria que o fotógrafo mantém com seu equipamento, e passa a usufruir de programas que propõem retoques capazes de acabar com imperfeições e, até mesmo, disfarçar amadorismos.
A conseqüente "invenção do real" traz consigo a banalização da arte que, outrora, expunha a visão aguçada do profissional que, muitas vezes, contava com a sorte para captar da melhor forma possível a imagem certa para determinado trabalho e que, após, dedicava - se a um processo que, hoje, soa arcaico.
Futuras gerações, erroneamente, não desfrutarão do prazer desse processo, assim como não poderão gozar de tantos outros que a tecnologia tratou de trasformar em dados históricos. Enfim, por mais fortes e positivos que sejam os argumentos favoráveis a Nova Era, nada substituirá a sensação da busca pela luz perfeita ou o encanto que causa a imagem que surge impressa no papel mergulhado em químicos sob a luz vermelha do laboratório.
terça-feira, 25 de março de 2008
Daquelas coisas insanas que passam pela nossa mente...
Alguém especial nos encontra pelo caminho, e faz com que nos sintamos especiais por algum tempo. De uma hora para a outra deixamos de sorrir com a sua presença e passamos a sentir uma dor que não mata, mas que sufoca tudo o que a vida tem de bom… Não há uma razão, é apenas a dorzinha adormecida que despertou.
O tempo, santo remédio para dores que não têm motivos aparentes, faz com que tudo vá passando, mesmo que em um ritmo lento, e quando retomamos a consciência lá estamos nós novamente encantados por um outro ser especial, que faz com que nos sintamos especiais…Sem motivo ou razão aparente…
Em tempo...
Percebi que, de um tempo para cá, meus textos tornaram -se extremante intimistas e subjetivos. Talvez tenha desenvolvido este lado mais subjetivo como forma de me manter distante dos meus próprios sentimentos, ou simplesmente por gostar de manter tudo nas entrelinhas, sabendo que assim consigo me expressar de maneira mais eficiente do que quando tento explicar tudo com vãs palavras repetidas.A verdade é que constam nesses textos desta fase intimista sentimentos e sensações que permaneceram ocultos, em um período de amadurecimento, e que foram, por conseqüência, naturalmente aceitos e superados; o que talvez explique o motivo da minha ausência deste espaço vez em quando.
Tentarei mesclar estes devaneios e melodramas, caros leitores, com textos mais sérios, eu lhes asseguro. Contudo, minha subjetividade também se desenvolve quando estou envolvida com a objetividade do dia – a – dia, e conclui que vale a pena parar e refletir sobre questões pequenas e intimistas da vida, que muitas vezes são deixadas de lado pela nossa medrosa racionalidade.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Um detalhe faz toda a diferença
É obrigatoriamente perceptível e admirável o homem que carrega consigo um livro. Livros sinalizam sabedoria, ou inteligência por buscá – la, e emprestam um charme especial ao seu portador. Naturalmente, uma mulher observadora procurará descobrir o tema que despertou o interesse do personagem em questão.
Obras de filosofia, mesmo que tenham se tornado modismo, ainda emocionam à luta (perdoem o trocadilho), dando um ar heróico ao moçoilo. Livros segmentados também pontuam positivamente, já que a leitura deste tipo de obra significa busca de conhecimento através da educação, algo a ser levado em consideração em um país onde esta não é a principal forma de conseguir status e popularidade.
Assim como o livro, outro objeto que confere ao seu portador graças de intelectualidade é o aparelho de mp3. Neste, podemos supor, que serão encontrados sons diferenciados, na maioria das vezes do cenário “underground”, fuga desesperada das imposições das rádios “pops” do país.
Viagens e brincadeiras a parte, o que quero demonstrar aqui é o quanto a análise de pequenos detalhes pode fazer toda a diferença na hora de formular um conceito sobre determinada pessoa. Muitas vezes, os pequenos detalhes revelam mais traços da personalidade do que grandes manifestações, já que estas tendem a mascarar o que é realmente relevante, já que não passam de signos criados pela sociedade.
Texto com um incrível embasamento teórico...
terça-feira, 11 de março de 2008
Apontamentos
Cheguei a capital gaúcha por volta das 23h de uma sexta - feira. Algumas horas se passaram e eu ainda me encontrava na fascinante e intrigante rodoviária porto-alegrense. Como boa aspirante a jornalista, uma das minhas características é a capacidade de observação, e não era a primeira vez que meus olhos se fixavam nas figuras mais excêntricas que poderiam sitiar um local como aquele.
A carona me apanhou e fui obrigada a me despedir daquela obra de arte que beirava ao impressionismo, tendo em vista o conjunto harmonioso de excentricidades e esquisitices.
Amanheceu em Porto Alegre. Da janela do quarto onde passei a noite avistei o Guaíba e sua imensidão. Sem dúvida, outra obra de arte, desta vez, porém, de caráter naturalista. Naturalmente belo, contrapondo – se ao cenário que uma selva urbana em desenvolvimento criou.
Como mais uma vítima deste mundo capitalista, minha tarde se resumiu a um longo passeio no Shopping. Na verdade, não gastei um só centavo naquela tarde, mas adquiri algo que só esse sistema pode vender, a idéia de que “tempo é dinheiro”.
Anoiteceu na caótica Porto Alegre. Meu destino era a Zona Norte. Foi quando descobri que a distância, tanto material quanto ideológica, separa caminhos, mas não destinos.
O domingo que sucedeu foi longo e não menos perturbador que o dia anterior. O programa era uma tarde em Bom Retiro, lugarejo afastado da capital e fascinante, devo admitir. Contudo, ao sair de uma cidade do interior, o que mais se deseja é ser jogada no olho do furacão. Fui salva, porém, por um casal de porto – alegrenses que, ao contrário de mim, sonhavam em fugir justamente daquilo que sempre me atraiu, o caos.
Foi realmente uma “troca” inquietante e desconcertante. Certamente eles nem imaginam o quanto lembro de tudo que me passaram durante aquelas horas intermináveis, e, menos ainda, o quanto aquela conversa me fez refletir.
Voltávamos à caótica. Antes, porém, a Ilha roubou minha atenção. Aquela visão associada aos momentos anteriores derrubou conceitos e reafirmou tantos outros.
Naquele domingo à noite senti falta de coisas infinitamente simples, que beiram a mediocridade, mas que apesar dos pesares me fazem tão bem.
Segunda - feira. Em um dia onde tudo aconteceu, uma noite de sucesso e realização profissional trouxe a sensação de missão cumprida, e um alívio reconfortante.
Hora de voltar para casa. Uma nova despedida, mas desta vez a sensação era outra. Um misto de sentimentos e pensamentos, conclusões que só a saudade e a verdade sem máscaras podem trazer.
segunda-feira, 3 de março de 2008
A tal Lei de Fulano de Tal
No decorrer do dia, tu só tens uma coisa em mente: Tentar salvar o coitado antes que ele acabe e com ele a tua saúde mental. Então, tu buscas aquela conversa animadora, com aquela pessoa que sempre te faz sorrir. Que engano! Em dias assim, jamais busque falar com “aquela” pessoa, pois a briga será inevitável.
Chega a noite. Na tua cabeça estão os fatos desanimadores que se passaram. De repente, a consciência toma conta de ti e chegas a uma simples conclusão: Não foi a tal da Lei de Fulano de Tal que fez esse estrago no teu precioso dia, e sim o teu humor, mente brilhante.
O humor, a energia, tem um poder imensurável. Quando estamos positivos e animados parece que o universo inteiro conspira a nosso favor, mas quando acordamos com aquela nuvenzinha negra na cabeça não há universo que dê jeito. Acumulamos fatos desastrosos como reflexo de atitudes que poderiam ter sido evitadas por simples atos como um sorriso, um “bom dia”, um “obrigado”.
sábado, 1 de março de 2008
Olha o que eu ganhei!

Vou indicar este SELO tri especial para o Blog do Lucas e para o meu sobrinho, como incentivo por estar entrando nesta "vida de escritor"...E ele só tem 12 anos, o Daniel.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Só um pouco mais do mesmo...
Devo admitir que muitas vezes, ou na maioria delas, o que está em segundo plano é o que paga nossas contas, mas, assim mesmo, valeria a pena os bens materiais adquiridos sem um sorriso no rosto para usufrui – los?
A idéia que tenho de carreira está ligada diretamente à paixão e, desta forma, construir uma carreira, para mim, é colecionar uma série de trabalhos prazerosos e não de oportunidades bem remuneradas, mas vazias em experiência e satisfação.
Quando escolhemos o caminho do prazer e da satisfação, somos obrigados a sobreviver, evidentemente, em um sistema onde ideologias e sonhos não pagam as contas; é fato. Contudo, a recompensa pode valer a pena, já que esta é imediata, composta por doses diárias daquilo que realmente importa, a realização pessoal.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
E hoje é mais um daqueles dias...
Engraçado como há dias em que somos invadidos por um misto de sentimentos nostálgicos...Nem um dia
Djavan
Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide (bis)
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Mais do mesmo
Férias interessantes estas que se passaram, sem dúvida.
“Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê...”
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
O início do fim...
Fragmento da mensagem de renúncia do líder cubano Fidel Castro:“... comunico a vocês que não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe”.
É de mãos atadas, companheiros, que assisto o início do fim. Enojada pelas declarações das grandes nações que nos chegam através da mídia manipuladora, e não menos envergonhada pela falta de atitude perante as injustiças do sistema que, mesmo de maneira involuntária, fortaleço diariamente.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Os amigos que a tecnologia me trouxe
Deixo claro que não estou aqui para defender ou apontar prós e contras da vida virtual. E sim para admitir que fui surpreendida pelas coisas boas que estes relacionamentos “fora dos padrões” me trouxeram. Conheci pessoas através da rede que talvez jamais pudesse ter encontrado em “condições normais”. Gaúchos de todas as querências, paulistas, catarinenses, paranaenses e até um uruguaio bem brasileiro encontrei através de uma lista de discussão sobre música, outros chegaram até a mim graças ao Orkut. Com alguns mantenho um contato mais esporádico, com outros o papo diário é obrigatório, mesmo que o tempo seja curto, mas nada que a instantaneidade do Msn não resolva. Os assuntos variam. Às vezes sobre música, sentimentos ou rotina de trabalho, sempre há um tema que encurte a distância. E, assim, construímos vínculos baseados em gostos em comum, em sonhos em comum.
Também há aquelas amizades que construímos em condições normais e que mantemos e fortalecemos através da rede. Outras que tomam rumos diferentes e, mais uma vez, a distância material é o empecilho. Eis quando surge o fantástico mundo virtual para minimizar a saudade que a correria diária e a falta de grana insistem em alimentar. A tecnologia, caros leitores, nos torna superfiais, talvez, mas é inegável o fato de que ela também nos aproxima do distante, do desconhecido e reaproxima corações.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Das coisas que eu não entendo...
NÓS, OS SENTIMENTAIS
Nós, os sentimentais, somos anomalias em uma sociedade onde há a intensa e ignorante banalização do amor e de tudo que ele traz consigo, por não concebermos a idéia de um “EU TE AMO” sem amor, sem a plena certeza deste amor, mesmo que nós, sentimentais, amemos a vida e tudo o que o destino ou a sorte nos colocou no caminho de uma forma que beira ao exagero.
Nós, os sentimentais, acreditamos no amor e em toda a forma de amor. Sentimentais como nós, acreditam que em um relacionamento o companheirismo e a amizade são tão essenciais quanto o sexo. Nossa concepção de amar vai além do sexo, pois, para nós, anormalidades, o amor não é sexo e o sexo, por sua vez, não vale a pena sem amor...
AMIGOS LEITORES
Contudo, tenho uma teoria. As férias é a fase onde me torno extremamente subjetiva, na realidade acredito que as férias é aquele período de regressão intelectual, porém estão chegando ao fim e logo voltarei a escrever algo mais sério, pelo menos espero que isto aconteça.
Ah, e devem ter notado que o Blog está com um novo visual. Então, palmas para o Lucas, que elaborou o cabeçalho da página. Gracias, mais uma vez, Lucas!
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Conclusões de um tarde de domingo
Levando em conta que, geralmente, em um mês temos 4 domingos, essa condição passa a ser maléfica a minha saúde mental. O vazio é um sentimento difícil de se descrever, mas é como se fosse uma mistura de solidão, saudade e esperança, o que pode parecer relativamente contraditório, mas, ainda assim, é a explicação mais razoável que pude encontrar.
Foi em uma tarde de domingo que tentei fugir de casa, após uma de minhas crises existenciais. Foi em um domingo que tomei a decisão de largar a faculdade, o que felizmente não fiz, e que prometi a mim mesma que jamais tentaria ser o que não sou. Mas também foi em um domingo que cheguei a conclusão de que para mudar o mundo é necessário que sejamos capazes de mudarmos nossas próprias atitudes e conceitos, e que é possível mantermos nossos pés no chão mesmo que nossas cabeças estejam nas nuvens.
Já pensei em fazer terapia por conta das minhas crises de domingo, e não descarto esta possibilidade, porém nesta tarde de domingo entendi que é justamente esta “guerra” entre racionalidade, emoção e instinto que faz com que eu seja quem eu sou, um ser humano mais consciente de suas franquezas e mais sensível ao meio. E, afinal, amanhã é segunda – feira mesmo...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Minha fase cabeça
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Mais uma conclusão...
Noite passada, li uma matéria intitulada "O talento para narrar trajetórias de vida". O texto busca "aconselhar" os interessados em se tornarem biógrafos. Autores como Ruy Castro, Vagner Fernando e Maria Augusta Fonseca dão as dicas e deixam claro que o processo de criação é complexo, já que lida com a vida de um personagem único e real.
Anos e anos de pesquisa são fundamentais segundo os escritores e, pelo que pude concluir, a pesquisa é uma aliada, apesar de dar um ar mais "trabalhoso" ao processo. Admiração pelo personagem é imprescindível, aliado ao instinto de um jornalista, certamente se torna a fórmula do sucesso. Este gênero requer este "faro", que só os profissionais deste área detêm, pois a pesquisa vai muito além de vasculhar arquivos de jornais ou bibliotecas, o contato com testemunhas, as fontes da informação neste caso, é o diferencial para quem deseja ingressar neste gênero literário que está em alta nos últimos anos.
Conclusão: Preciso ler mais!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Mais que uma visão, um desabafo
Quero expressar aqui o sentimento que a leitura da obra do jornalista gaúcho Flávio Tavares despertou em mim. "O Che Guevara que conheci e retratei" contém em suas 64 páginas o testemunho da convivência do autor com aquele que se transformaria em ícone de toda uma geração, Ernesto Guevara de La Serna. O interesse pela leitura deste livro surgiu assim que este foi lançado, em novembro de 2007, mas não poderia imaginar a viagem e sentimento de perda que este me proporcionaria . sábado, 24 de novembro de 2007
E então...
Culpa do coração ou do instinto, no calor da hora esquecemos das mágoas e de todas as promessas que, naqueles dias em que a dor parece não ter fim, fazemos a nós mesmos. A razão sabe que às vezes o “não” é melhor das respostas, mas enquanto a boca diz “não”... O coração e todo o resto imploram pelo sim.
Nada até hoje fez com que eu me arrependesse de algo, pelo contrário. Creio que tudo tem um motivo e que só vive quem coloca em risco o que tem de mais precioso. Só que tem horas que a gente acaba não captando a mensagem, não é verdade?!
Na eterna busca por respostas, conversando com uma amiga, analisando as atitudes bobas que nós, mulheres, tomamos em relação a sentimentos, passamos a, de certa forma, analisar nossos relacionamentos mal resolvidos e a defini – los como Karmas. Bom, eu confesso que sempre desconfiei disso.
Se é Karma ou tão somente uma tentativa de me tornar atriz de uma novela mexicana, ainda não sei, mas este é aquele tipo de coisa que dá tempero as nossas vidas, e que vale a pena pelo crescimento pessoal, mesmo que seja a longo prazo.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Massificação ou emancipação?
E quais são os fatores que contribuem para alguém se tornar esta unanimidade? Carisma, características que o diferenciem dos demais.
Certo, vamos analisar, então, as figuras mais populares deste país. Você pode pensar em vários nomes não é verdade? Mas filtre e escolha aqueles que realmente possuem esta tal “diferença”.
Se pensar bem, verá que a indústria cultural fabricou muita coisa “para o povo e que veio do povo”, até mesmo pessoas, personalidades, e que nada mais são do que algo formado por uma receita infalível, tendo em vista a carência de uma massa viciada em receber e admirar fenômenos. Estes possuem carisma e mais nada, sendo fruto de outras também infalíveis, mas ainda questionáveis receitas de sucesso, que se consolidam, dia após dia, em um país que peca na forma de transmitir cultura, obrigando seu povo a engolir diariamente banalidades e porcarias através da mídia.
A mídia, por sua vez, peca ao alicerçar ainda mais este círculo vicioso. Esquece, de forma voluntária ou involuntária, que é responsável por influenciar muitas das escolhas de jovens e crianças. Afinal, o que é mais conveniente para a burguesia do século XXI, que domina e financia os meios : massificação de idéias ou emancipação?
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Não consigo odiar ninguém
Essa é a canção que tem me feito refletir muito nos últimos dias...Estou numa fase Engenheiros: reflito, repenso, sonho antigos sonhos ao som desta banda, especialmente nos momentos que me encontro só.
Na tarde do último domingo, por exemplo, estava sentada no sofá olhando os pingos da chuva que caia ao som do novo CD dos gaúchos, praticamente uma psicanálise...
Não consigo odiar ninguém
(gessinger/fonseca/ayala/aranha/pedro a.)
não quero seduzir teu coração turista
não quero te vender o meu ponto de vista
eu tive um sonho e há muito não sonhava
lembranças do futuro que a gente imaginava
nem sempre foi assim, outro mundo é possível
pode até ser o fim mas será que é inevitável
não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
o tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia
não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém
eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
lembranças do futuro que a gente merecia
E eles se superam...
Contrariando as muitas críticas que afirmam que as bandas de Rock, hoje, apenas regravam suas antigas músicas, os Engenheiros do Hawaii apresentaram seu mais novo álbum recheado de releituras de incontestáveis sucessos e de novas, lindas e inteligentes canções.
Novos Horizontes é o segundo acústico da banda, tão bem acabado quanto o de 2004, e o 17º trabalho lançado no mercado ( não considerando o CD "Gessiger Trio", já que este não tem a marca Engenheiros do Hawaii). São 18 faixas onde a história da melhor banda de Rock do Brasil é contada através de uma voz inconfundível, letras perspicazes e som de primeira.
Grandes sucessos como Toda Forma de Poder, Simples de Coração, Piano Bar e Pra Ser Sincero demonstram a imortalidade das composições de Humberto Gessinger, eterno líder dos Engenheiros. Alívio Imediato, A Onda e Parabólica ganharam uma nova roupagem e, as duas últimas, são interpretadas pela parceria vocal de HG com sua filha, Clara Gessinger. Já as novas No Meio de Tudo, Você, Não Consigo Odiar Ninguém, Cinza (que conta com a participação de Carlos Maltz no vocal e na bateria para encher de saudade o coração daqueles apaixonados, como eu, pela simetria perfeita da primeira formação) e Luz são compostas por letras simples, que sugerem uma mudança através do amor e da conscientização.
Após escutar este CD impecável, onde mais uma vez Gessinger trata de temas tão pesados com uma delicadeza incomparável, é impossível não reavaliar atitudes e sentimentos e, ainda mais difícil, não se render a estes gigantes.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Cotas: retrato de uma sociedade hipócrita
As discussões sobre cotas sociais e cotas racias em universidades públicas são cada vez mais freqüentes em nosso país. Muitos defendem que a criação de cotas para jovens pobres e negros é a única forma de terminar de vez com tamanha desigualdade. Outros defendem que esta opção só ocasionará em uma maior discriminação, além de ser uma forma injusta de seleção, já que a carga de conhecimento não é o principal fator levado em consideração na hora de conseguir uma vaga em uma instituição de ensino.sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Linda Porto Alegre
Engraçado o sentimento que tenho por Porto Alegre se nem ao menos pude caminhar pelas suas ruas e parques... Mas tenho...Talvez pela vontade louca de um dia caminhar por ela e conhecer de perto tudo o que faz dela uma cidade encantadora. A única vez que lá estive pude ver um de seus maiores símbolos, o Laçador – que também é um dos maiores símbolos desse Rio Grande. Estava em um carro e, pela pressa, já que estávamos naquela cidade a trabalho, não pude descer e apreciar aquele magnífico monumento. Naquele momento, tão rápido, eu me senti uma criança olhando para algo que lhe fascinava, e eu era só um bebê diante de toda aquela cidade que, para mim, era um mundo novo.
O aeroporto Salgado Filho foi mais um dos pontos onde estive que me fez encher os olhos d’água, sim, pois enchi os olhos d’água em diversos momentos desta pequena passagem pela nossa capital. A grandiosidade e a modernidade deste outro grande símbolo gaúcho me surpreendeu. Lindo local para quem nunca havia estado em uma cidade grande. Fotos foram obrigatórias...
De carro pela Farrapos, Independência, e outros locais que nem soube o nome, mas que conheço por meio de textos apaixonados de diversos autores gaúchos, por canções belíssimas de tantos compositores. Pelo Parcão, passei à noite, nem pude apreciá-lo como sonhava, mas também estive perto, o que para mim já foi fantástico...O Porto, onde estava acontecendo a Bienal, o Guaíba...A cidade que finalmente comecei a descobrir...
Porto Alegre, linda Porto Alegre e o que ela significa para mim...Vai muito além de estar em uma cidade grande...Para mim é também a visão do futuro que almejo. É como estar mais próxima da realização de meus objetivos.O prédio da Zero Hora, fantástico por fora, ainda o verei por dentro. O estádio Olímpico, do meu Grêmio. O ar daquela cidade é diferente, e não falo da poluição, falo do encantamento que ela provoca. Os carros, as ruas, as casas, o céu não é o mesmo...
Na saída da cidade, o túnel...E depois a vista do que ficava para trás...Do que me aguarda, do que está a minha espera...Na volta para a casa, a sensação fantástica de ter estado lá e a certeza de que logo retornaria...
Minha linda Porto Alegre...
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
"A sociedade é uma eterna luta de classes"
Desde 1848, quando publicou "O Manifesto Comunista", Karl Marx - filósofo alemão considerado o pai do socialismo - afirmava e vivia esta condição: "A sociedade é uma eterna luta de classes."sexta-feira, 27 de julho de 2007
"Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada..."
Hoje vivemos em uma "democracia", onde há espaço para a tão sonhada liberdade de informação. E há muita informação...e só...
Os veículos de comunicação não estão sendo capazes de usar a grande "arma" que têm nas mãos. A mídia brasileira é marcada pela mesmice, pela incapacidade de formar massa crítica; salva pelos raros, porém ainda eficazes, impressos recheados de conteúdos verdadeiramente culturais, que não atingem a massa, mas que cumprem o real papel do Jornalismo.
A grande maioria dos telejornais, de um tempo para cá, estão focados naquilo que está na moda, na roda, aquilo que lhes dá audiência certa, não ousam, não desafiam o telespectador...Já os jornais impressos, quando não estão "atulhados" de anúncios, destacam assuntos pouco relevantes, pelo menos para aqueles que buscam estar realmente bem informados, que sentem a necessidade de serem estimulados...e que querem saber bem mais do que a data da formatura do amigo do filho do "Fulano de Tal"...
quinta-feira, 26 de julho de 2007
É chegada a hora!
Confesso que, após assistir o pronunciamento, fiquei ainda mais indignada e triste, e creio que estes foram os sentimentos que predominaram entre os milhões de telespectadores.
O pacote anunciado tende a resolver muitos dos problemas aéreos de nossa nação, mas jamais conseguirei entender o motivo pelo qual nossos governantes não o elaboraram antes que se estabelecesse o caos. Estava mais do que claro para todos, por mais leigos e alienados, que a situação já era desesperadora, e é óbvio que tudo, ou pelo menos boa parte, poderia ter sido evitado se um pulso firme assumisse o controle.
Também é evidente que o que tem acontecido em nosso país é conseqüência de uma série de erros, que estão sendo cometidos há muito tempo, e que ainda demorarão muito para serem amenizados.
Em muitos momentos lembro da frase que muito escutei de meus professores, quando eu, um tanto ingênua, demostrava minha paixão pelas "Ciências Políticas": "O poder corrompe!".
Sempre os contestava, mas, atualmente, vejo que esta é a cruel realidade. Ainda assim, não posso aceitar que o poder possa corromper o coração de um ser humano, e é por isso que ainda acredito que seja possível uma mudança real, o restabelecimento de nossos valores. Penso, talvez ainda com tamanha ingenuidade, que seja o momento exato para que ajamos.
Não é hora de procurar culpados, não é hora de chorar, mesmo que estas sejam as atitudes naturais, após tamanho sofrimento pelo qual todos nós passamos. É a hora da ação, de protestos, que , com toda a certeza, acarretarão em uma mobilização ainda maior, que trará, ao menos, uma maior consciência na hora de decidirmos o futuro do nosso Brasil.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
O Rio Grande está de LUTO
Criação de departamentos e reuniões estão longe de resolver os problemas de nosso país. Nada irá mudar até que medidas sérias sejam tomadas, até que o presidente e os representantes desta nação assumam a responsabilidade que têm em suas mãos, a responsabilidade de zelar pelo bem comum, e não tão somente pelos seus interesses individuais.
Não há como entender tudo o que está acontecendo em nosso país... Cogita-se, até mesmo, que tudo isto é uma jogada política...É triste, mas estamos num ponto onde até mesmo as maiores barbaridades não podem ser descartadas.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Até Nostradamus entrou nessa história
Não lembro de ter visto ao longo dos meus quase 19 anos de vida tamanha mobilização por parte de gremistas e colorados, nem mesmo quando estes disputavam o campeonato mundial no ano passado.A verdade é que nós, gremistas, após vermos o Internacional conquistar os títulos que tanto nos orgulhávamos em possuir, passamos a ver a Libertadores deste ano como uma questão de honra, e é.
Os colorados, por sua vez, após o massacre que sofreram no Gauchão deste ano, passaram a encarar a possibilidade de ver o Grêmio se consagrar como Tricampeão da Libertadores, algo inadmissível.
Até aí, não há absolutamente nada de surpreendente, porém após a derrota do primeiro jogo da final, esta história passou a ser algo incrível.
Tenho acompanhado a intensa campanha que gremistas e colorados têm feito, e fico absmada com tudo isso. São mensagens que nos chegam todos os dias, recados no Orkut com profecias de "Nostradamus", já que este previu a vitória do imortal tricolor...São estrelas versus pequenas bocas no msn , imagens veiculadas diariamente na Internet... "Eu acredito!"..."Eu duvido"... A mobilização por parte destas duas torcidas é algo que tem feito a todos, até mesmo aqueles que não são os maiores apreciadores de futebol, partirem para a "peleia"...Porque "gaúcho que é gaúcho não se entrega assim no mais"...
Sem dúvida alguma, hoje é um dia que entrará para a história do futebol gaúcho, independente do resultado...
E amanhã...BUENO...É outro dia...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
O amor sim tem de estar no sangue
Diferente das outras áreas, onde há o estudo de conhecimentos específicos, o jornalismo busca todo e qualquer tipo de conhecimento. E isto é, sem dúvida nenhuma, o grande e maravilhoso desafio deste campo.
Quando comecei o curso, confesso que pouco sabia sobre a área, já que como todos sabem, esta desperta muito interesse graças a seu aparente "glamour". Entretanto, este não foi o motivo pelo qual decidi ingressar no curso de comunicação social, e sim por não saber bem o que queria e, principalmente, por querer tudo ao mesmo tempo. E talvez seja exatamente esta a maior e mais marcante característica do profissional de comunicação.
Acredito, por tudo que tenho observado e vivido durante estes últimos meses, que mesmo com tamanhas dúvidas, a principal e mais poderosa "arma" dos aspirantes a jornalistas é o amor incondicional por esta profissão.
O que mais encanta a todos é o leque de possibilidades que esta é capaz de abrir a quem se dispuser a observar o mundo com a mente e coração abertos, já que esta área lida com todas áreas do saber, sendo capaz, ainda, de nos transformar em seres humanos melhores, realmente voltados para o social.
Ao ler o livro "Jornalismo Cultural", de Daniel Piza, muito me questionei se o jornalismo é um dom e se possuía este dom, principalmente pela frase presente ainda na introdução desta obra: " Jornalismo tem de estar no sangue".
Contudo, hoje chego a conclusão de que o jornalismo não está no sangue, mas que não há, de maneira alguma, uma só pessoa nesta área que consiga viver e respirar jornalismo 24 horas por dia sem amá-lo e admirá-lo. Reitero: Não há jornalismo sem amor, sem paixão, pois só através deste sentimento poderemos enfrentar todos os percalços e pequenos momentos de "glamour" que este é capaz de nos proporcionar.







