"...o otimismo da vontade e o pessimismo da razão..."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rotas de colisão

Eu olho nos olhos dele e me sinto impotente, como se pudesse ser melhor do que sou. Justifico que tudo é por amor, mas, na verdade, é tudo por mim. Eu sou só e me sinto só já há algum tempo. Ele me completa, às vezes. Na verdade, tenho rotas de fuga pré-determinadas que sempre funcionam. Mas há outras que desconheço e pressinto que se revelariam como o melhor dos caminhos. Contudo, de que valeria uma vida só e sozinha? De que vale a solidão a dois? Sabe, não é culpa dele, a culpa é minha. Sempre minha!
Eu fecho os olhos enquanto ele contempla minha face, eu disfarço meus pensamentos irracionais. Reinvento argumentos, enquanto os olhos dele, novamente, fazem com que eu me perca e esqueça do resto. As minhas escolhas me transformaram em uma farsa incomum. Chego a duvidar até mesmo do que há de real nessa história. Estou certa, porém, que o coração acelera no reencontro e sofre na partida... Ainda choro com as canções...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sinto tanto

Sabe, o fracasso é muito relativo. A felicidade também. Perante aos outros, espertos e detentores das conveniências alheias, eu sou uma força de trabalho, um nome. Nem isso, apenas um número, o da conta talvez. Diante de mim, eles se mostram vazios, superficiais e não trazem nada dentro do peito, nem amor nem aquela dor dos que acreditam. Eu vos digo, ainda, desespera compactuar com estes burgueses capitalistas, com essa sociedade fadada ao fracasso. Eu não quero o meu nome em nenhum crédito de coluna social.
Sinto-me derrotada. Derrotada pelo tempo, pela falta de tempo, por tudo que perdi. Eu lutei, tentei mudar, até me iludi. Mas se a vida não muda, tu mudas e te adaptas a ela. Corri demais, gritei, esperneei, logo ele me venceu. Eu já me encontrava cansada das minhas inconstâncias, insatisfeita e só. Tentei acreditar, então, que tudo significava um rito, uma fase que todos nós, comuns, precisamos enfrentar. Desisti dos poemas do Quintana e dos versos daquelas canções que ouço ainda hoje. Só que, ainda hoje, elas insistem em me fazer chorar. Já nem sei mais, não lembro. As datas foram apagadas da memória, as ideologias permanecem em segundo plano. Há vida e há morte em seu lugar. O que me resta é o amor e desse eu não abro mão, nem penso. E isso tudo, essas linhas, resumem-se as mesmas ladainhas de antes. Eu quero fugir de mim! Então por favor, me ensina? Eu sou uma farsa!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

À Ana


Quando estiveres aqui comigo, antes mesmo de nasceres, sentirás o amor que move tudo aqui. Assim que te encontrares distante do meu ventre e dos meus braços, terei todo o cuidado para que tu venhas a questionar o mundo.
Sei que lerás os livros que li.
Crescerás assim, pelo menos enquanto eu puder influenciar teus gostos. Esperto que leia também minhas linhas. Mesmo que isto aconteça nos teus momentos de inconstância.
Teu pai te mostrará outros caminhos. Espero que encontres o teu.
Não importa as cores, se azul ou vermelho, mas a paixão que te moverá.
Respeite.
Tenha ideais e sonhos, mas, sobretudo, saiba distingui-los.
Saiba dizer não, e não subestime a força do silêncio.
Entenda meus medos, aceite os teus próprios medos.
Não busque encontrar nas pessoas as tuas virtudes, tampouco as tuas falhas.
Observe o mundo e descubra que tudo muda na medida em que o tempo passa e cresces.
Grite comigo, com teu pai, mas jamais deixe que sentimentos passageiros venham a se transformar em mágoas.
Se te sentires só, esteja certa que te amo e que te amei antes mesmo da tua existência.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sussurros

Tanta coisa na cabeça. Coisas que deixei. Coisas que estão por vir e que, vez em quando, aparecem por aqui. Coisas infinitas, momentos eternos, e sentimentos que dão vida ao passado. A um passado irreal, mas de real alucinação.
Ontem eu me despi por conseqüência de tudo isso. Destes pensamentos que fazem estrago, lembranças. Entreguei algo imaterial e, de fato, tudo se foi, ao menos naquele momento.
Há alguém que espera ansiosamente pelo meu sorriso ainda infantil. E eu espero incansavelmente pela aprovação que virá dos seus olhos: só ele me liberta do que ainda sou em algum lugar no tempo.
Leio um livro, rabisco papéis coloridos. Tento me despir do medo. Tento preencher cada vazio com este sentimento. “Eu quero te fazer feliz!” É o que preciso e pressinto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um (mini)conto

Ela tem olhos marcantes e doces. Olhar ingênuo, e vez em quando provocante. Sorriso largo e uma sonora gargalhada. Isso tudo perto dele.

Ele tem olhos profundos e doces. Um olhar e um sorriso de menino. Gargalhada escandalosa.

Eu a definiria em vermelho. Ela se auto definiria em qualquer tom mais sóbrio, menos chamativo. Ele a definiria como uma luz. Ela acharia exagero.

Eu não conseguiria definir aquele menino em uma cor exata. Ele, tampouco. Ela, porém, refletiria as cores dele em seus olhos.

As palavras e os tons, os sons: tudo se completa.

Há dias nublados, há saudade também. Sente-se a falta constante em instantes intermináveis.

Passam-se horas, sonha-se com outras horas.

Tudo se renova.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

E o futuro virá...

Uma pessoa precisa encontrar seu lugar. Mas quando a separação se torna inevitável, deixar tudo pra trás torna-se tarefa das mais dolorosas. Abandonar a rotina, o espaço que remete lembranças. Deixar pra trás rostos amigos, expressões tão íntimas. Desconstruir, reinventar e, enfim, evoluir.

Talvez este seja o grande desafio da vida. Afinal, encarar o novo nem sempre é tão difícil quanto colocar um ponto final em uma história feliz, repleta de personagens já previsíveis. Partir, às vezes, é conseqüência de uma escolha, outras, de uma imposição, mas, na grande maioria das vezes e, tomara, que sempre, é graças a um tipo de necessidade. Necessidade de recuperar o prazer.

E se há algo que aprendi nestes últimos tempos, é que o prazer tem prazo de validade. Pra paixão não há conservantes, nem garantias, há, tão somente, um sentimento humano, falível e tão intenso que vez outra nos frustra e paralisa.

Auto-ajuda? Não, longe disso. Apenas uma tentativa de explicar o motivo pelo qual nos sentimos insaciáveis perante a vida. Retornaremos ao ponto de partida, em outro contexto, expondo outras faces de nós mesmos, e com a mesma intensa paixão de quem descobre um caminho. Neste momento próximo, porém, traremos a força e segurança do ontem, a vontade de errar e a certeza de que tudo passa na mesma medida que fica.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sexta-feira, noite...

Com um frio de cinco graus, Bagé recebe a segunda apresentação da banda Pimenta Buena. Admito que não fiz muita questão de assistir a primeira e, confesso, que o arrependimento bateu após ver o estilo dos caras e, claro, após apreciar canciones saborosas. Aprecie o site dos caras e confira as canções disponíveis!

http://www.pimentabuena.com/


Ah, o espaço onde tudo acotece? Atelier Coletivo, que, por si só, já aquece as minhas noites de sexta. Um dos poucos lugares onde eu me sinto bem na noite bageense, graças a rostos amigos, música de verdade e visual atraente: é uma mistura entre o exótico/inusitado e um bom gosto alternativo. Ao lado, imagem captada pelas lentes do fotógrafo Leko Machado na primeira apresentação do quarteto.


À noite, ainda, o Sarau Noturno, a partir das 9h30 no Cemitério da Santa Casa de Bagé. Sim, Cemitério. Quer saber mais? Visite o site da revista Aplauso, que, nesta edição, traz em sua capa o inusitado evento. Ah, e a matéria é minha e as fotos são do Leko...

http://www.aplauso.com.br/site/portal/default.asp

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A questão é a seguinte: capa da revista Aplauso!

"Shine on you crazy diamond..."

sábado, 9 de maio de 2009

Olha nos olhos e treme, abraça e invade: dor, temor, ambição...

sábado, 2 de maio de 2009

Se sabias que ela ia se sentir assim, por que não fizeste nada pra evitar?
O que ela pode concluir?
"e sozinha não quer mais ficar..."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Humano demais

Ela está em casa...

Sentada na cama, sozinha, perdida em si mesma, tentando se encontrar e reconhecer aquele espaço, que não lhe é estranho. Ela até lembra de outros dias ali. Reconhece cada fantasma, lembra do escuro, do medo da luz. Lembra de estar acordada, e de sonhar ali. Sonhar com o passado e com o futuro que não veio. Mas o que a assombra mesmo é ainda estar ali...

Quando percebe isto, tenta se transportar pra outro lugar. Ela sempre desejou um poder: o tele transporte imediato para outras sensações, mas sem perder nenhuma das que, ocasionalmente, ficariam pra trás...

Ela pára com todas aquelas alucinações sem sentido e se vê ali, vê os quatro cantos, sente o vazio, não o externo, mas aquele que permanece dentro dela. Lembra das alucinações e as compara com aquele sentimento. Sentimento que não a invade, vez ou outra, apenas desperta, vez em sempre. É silencioso e constante. É perigoso e tão íntimo dela, que a faz sorrir.

Olha, então, para este tal amigo íntimo, e ele a reconhece. Só ele a reconhece. Andam lado a lado, e não é de hoje. Ela volta a sorrir, lembra da monotonia que é afastá-lo da sua vida, mas, ainda assim, o afasta... Ela sempre faz isso. Afasta o que a alucina...

Os ponteiros do relógio prosseguem (ela acompanha atentamente), e também a busca incessante por alguém, por outro lugar, por outro sentimento...


Mesmo ainda sentada ali, ela lembra de alguém, desse mesmo alguém desta contínua procura... Ainda não sabe o que significa todo aquele bombardeio de sentimentos, mas sabe que ele faz bem a ela, faz com que ela sorria diante da sua própria loucura.

Tenta afastá-lo, também. Argumenta que é para o seu próprio bem. “Sou companhia perniciosa, meus sentimentos são perniciosos.”

Ele diz que é tarde demais. Ela diz “antes que seja tarde demais”.

Tem um passado, nem tão distante, e tem um futuro tão só.

“Sim, eu te quero comigo. É o que mais quer alguém que se sente tão só. Mas suportar a dor de te ter é suportar o medo de te perder tão logo, e pra um futuro que tanto pode ser o meu quanto o seu.”

Respira.

“Eis que te vejo parado diante de mim. És tão igual a ele, és tão complexo e tão íntimo meu quanto ele, mas tu sentes e és humano como eu sou.”

Humanos demais até.

“Dizes que nada daquilo tem explicação.”

“E precisa?”, ele reitera a contestação.

Ela continua a sorrir, mas se atém ao sorriso e aos olhos dele, que a invadem e a levam a um novo delírio.

Revela fatos, atos, frustrações, devaneios, que nem mesmo o papel testemunhou.

Corpo, alma, ideologia, religião.

Adquire poder, e se tele transporta para dentro dele, como nunca ambicionou. Alucinação?

Quem dera!

Até os devaneios incontroláveis estavam sob controle, mas a humanidade dele rompe, até mesmo, as amarras daquele eu...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Saudade?
Não, nem sente...
Saudade do que fazia tudo ser melhor digerido (até os sapos diários)?

Não!

Era só a melhor distração...o que fazia daquilo mais do que é...
Nem faz falta os olhos atentos e intensamente voltados pros dela. Tampouco o sorriso silencioso e, até mesmo, escandaloso, alheio a composturas dignas e baratas daquela gente que ainda a olha, agora, como se ela não fosse (e não é) dali...

[Agora eles observam tudo, e apontam, está exposta, é mostra barata, carne fresca, e insensata... Não, ela se sente tão bem naquele lugar que sente a necessidade de arquitetar sua fuga em meio ao caos (já cuidadosamente engendrado) que deixará para trás...]

Ah, ela não sente a saudade, só a presença em cada canto, em cada rotina... Saudade “dele”, dele também, dela até... [De tudo até o ponto que se perdeu, que me perdi...]

[As lembranças trarei comigo, o resto será pó, e não deixarei um só rastro do que foi, do que fui...]

Vozes

Se você ouvisse
As vozes que ouço à noite
Acharia tudo que eu faço natural (normal)

Se você sentisse
O medo que eu sinto do escuro
Se você soubesse
O mal que o sol me faz

Não me pediria pra repetir
Revoltas banais das quais eu já me esqueci

Se você ouvisse
Às vozes que ouço à noite
Às vezes me assustam
Outras vezes me atraem

Se você sofresse
Tanto quanto eu sofro com a solidão
Se você soubesse
O quanto eu preciso da solidão

Não me pediria pra repetir
Frases banais das quais já me arrependi

Duas pessoas são duas verdades
E, na verdade, são dois mundos
A cada segundo, o pânico aumenta
E uma sombra arrebenta a porta dos fundos

Se você sofresse tanto quanto eu sofro com a solidão
E precisasse tanto quanto eu preciso da solidão
Não me pediria pra repetir
Gestos banais dos iguais aos que eu não fiz


Humberto Gessinger

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Arrumando a casa, não repare a bagunça...!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Obrigatoriedade do diploma, uma ímpia e injusta guerra

Ontem à noite, em Bagé, Rio Grande do Sul, foi realizada uma manifestação em prol da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a função jornalística. A luta pode parecer até ridícula pra quem desconhece a atual situação que nossa classe enfrenta, hoje, no Brasil, que sim, beira o ridículo. Muitos populares que ontem arregalaram os olhos para jovens trajando preto e gritando alto, por exemplo, ignoravam que nós, jornalistas por formação e jornalistas em formação, buscamos conquistar um espaço nesse mercado que é nosso, mas que está sendo ocupado por pessoas que desconhecem técnicas e, principalmente, ética.

O grito de ontem, música para nossos ouvidos, até agora ecoa em minha mente e, certamente, por mais singelo que tenha sido nosso movimento, chegará aos ouvidos daqueles que devem se envergonhar por ignorar um diploma que significa muito mais do que um amontoado de técnica, adquirida durante os quatro anos de curso, mas sim, paixão, dedicação, amor por uma profissão.

É preciso lembrar que, acima de tudo, é a sociedade que está sendo desrespeitada. É você, cidadão, que está sendo menosprezado e imbecilizado por mentes incapacitadas. Todos têm direito à informação, mas é nosso dever lutar pela livre circulação de informação de qualidade. Esta luta é nossa e não será em vão, ainda creio.

Triste e revoltante, sobretudo, é assistir em sua própria cidade, e não tão somente em Brasília, como já estamos acostumados, um circo dos horrores. Bagé, a Rainha da Fronteira, abriga um Curso que, anualmente, forma profissionais capacitados que, pelo contexto nada próspero, deixam seu pago para se aventurarem e lutarem por um espaço que, neste pampa, é ocupado por gente que desconhece e fere, diariamente, os princípios do Jornalismo, em um estabelecimento que, para nós, não passa de um exemplo de quão sujo e vicioso é este sistema ao qual somos convidados a nos adaptar.

A verdade é que possuímos prazo de validade. Somos úteis nesta área de Comunicação, conquistamos espaço, enquanto acadêmicos, mão-de-obra barata e em processo de qualificação; já formados, porém, passamos a fazer parte de uma classe desvalorizada por esta cidade limitada e desqualificada em aspectos que não se restringem à Comunicação, mas que nela estão refletidos.


Porém, até o fim, “mostremos valor, constância, nesta ímpia e injusta guerra”...


Niela Bittencourt, acadêmica do VI semestre de Jornalismo da Universidade da Região da Campanha

sábado, 21 de março de 2009

Tudo é novo e levemente confuso. Tudo que vem dele, até quando faz parte de um sonho. Tudo que ele faz e sente por mim... As cores dos seus olhos e as cores que encontra nos meus...
Já é tarde demais, talvez, chocolate meio amargo, marcas de um passado já desgastado, sensação de descanso...Uma estranha ansiedade no peito, e um pensamento distante, alheio a alguém que, hoje, desconheço...
Entre palavras e gestos, a verdade me assusta, não por medo, mas por puro e inocente estranhamento...
Entender, admirar, estar junto...

(...)

quinta-feira, 19 de março de 2009

AR


Eu quero olhar pra trás
E ver as coisas que um dia fiz

Não vou me envergonhar, nem te pedir desculpa

Às vezes que eu cometi
Erros, eu sei a vida é assim
Não vou mais me culpar,
Só quero ajuda pra voltar a andar,

Por mim, mais ninguém

Ar... quero respirar


Hoje eu te vejo e sei
Que o tempo não passou por aqui

Lembrando, volto lá
Pra te pedir desculpa
Às vezes que eu cometi
Erros, eu sei a vida é assim, não vou mais me culpar,
Só quero ajuda pra voltar a andar,

Por mim, mais ninguém

Ar... quero respirar

Ar... por mim, mais ninguém

Ar... quero respirar


(respirar, andar, andar...)


Duca Leindecker

terça-feira, 17 de março de 2009

Eu sei que finais sempre chegam, mas deveria ser decreto que seu início realmente significasse o fim...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ganhei, publiquei

Um selo maneiro como este só poderia ter sido enviado através de um Blog maneiro e de uma pessoa maneiríssima...
Valeu pelo mimo Kellen!

Para conhecer o Blog da moça aí de cima, que vale muito a pena, basta clicar em http://apublici.blogspot.com/

Ah, eu tenho que escolher dez Blogs maneiros...

E os indicados são:


Vírgula Antenada, da minha queridona Denise Machado

Ju Soska e o seu Além dos Outdoors
Munique Monteiro, um encanto de guria

Janela de Expressão, da talentosa Aníssima

A Outra Face, do enigmático Vítor

Viviane Ilha, minha companheirona de todas as horas
Contexto, de um carinha muito maneiro

Variação do mesmo tema, do Hawaiano Fabrício

E, finalmente, para um Blog de peso, o Jornalista de Peso

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Eu tenho medo de mim!

Eu quero encontrar um lugar pra mim. Aquele lugar que afastará todos os meus males, minhas frustrações, sentimentos inomináveis e imensuráveis que a cada dia se tornam mais presentes em minha vida. Eu, que não sou desta terra pela qual alimento amor e ódio, tenho convivido com estas sensações há vinte anos. É como se tudo que estivesse a minha volta fosse um prêmio de consolação. Não, mas eu não mudaria nada, nenhum detalhe, pois é o que tenho, pois é o que me fez ser quem sou. E, a cada dia que passa, é o que me move e me faz almejar ser mais, não possuir, mas ser, sentir.
É nessa busca constante, que tenho me tornado inconstante, imprevisível, alguém que às vezes nem mesmo eu suporto. Em meus momentos de insanidade, culpo pessoas que há tempos estão ao meu lado, e também aquelas que tentam fazer parte deste presente tão desgastado. Mas o que eu sei, é que nada disto me completa, mas não há culpados, nem vítimas, há apenas alguém que está só, e que se sentirá assim nos próximos vinte anos. Sem uma razão. Hoje, é uma forma de existência tão natural pra mim, que quando algo está diferente eu não me reconheço e inundo meus pensamentos de medo, sofrendo ainda mais.
Ciente das minhas virtudes, das minhas fraquezas, brinco com a vida, e dela faço o meu paraíso, é assim que sou, já nem contesto os motivos, mas sigo a contestar o mundo. Estou apenas em busca de uma sensação passageira, que seja tão inconstante quanto o meu existir. Só espero que esta terra ainda não a tenha rotulado e que ela esteja distante demais do que essa reconhece. Em compensação, que, diante de mim, seja a imagem que falta, aquela capaz de cegar a todos que tanto se preocupam com coisas ínfimas demais diante de sua singela grandeza.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"Desd'aquele dia
Minhas noites são iguais
Se eu não vou à luta
Eu não tenho paz
Se eu não faço guerra
Eu não tenho mais paz
Não aguento mais
Um dia mais, um dia a menos
São fatais
Pra quem tem sonhos pequenos
Sonhos tão pequenos
Que nunca têm fim
Eu só queria saber
O que você foi fazer no meu caminho
Eu não consigo entender
Não consigo mais viver sozinho"

HG

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Alto astral e carisma a céu aberto

O último show do ano da banda gaúcha Nenhum de Nós aconteceu dia 30 aqui em Bagé. A céu aberto e com entrada franca, centenas de pessoas puderam presenciar uma apresentação alto astral de músicos talentosos e carismáticos.
Além da interação constante com o público durante todo o show, Carlos Stein, Thedy Corrêa, Veco Marques (um guitarrista apaixonante), João Vicente e Sady Hömrich (que encontrei de bobeira minutos antes do show) receberam, ainda bem dispostinhos, todos aqueles que enfrentaram uma fila considerável para vê-los no camarim (eu, confesso, além de cantar TODAS as canções da banda durante o show, tirei fotos com todos no pós).
Não é a primeira vez que Bagé recebe a banda, mas, sem dúvida, nessa última os caras deixaram a sensação de que o melhor do Nenhum é esse sentimento mágico e nostálgico despertado por canções de letras simples e melodias harmoniosas, e que há 20 anos embalam nossas histórias de vida, além do carinho e respeito para com aqueles que os acompanham.
Quem ainda não conhece o trabalho do quinteto, pode conferir o site atual da banda, que está à altura do trabalho dos caras, através do endereço eletrônico: http://www.nenhumdenos.com.br/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Quintanares

O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som.
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca num aquário.
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir.
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro...

O SILÊNCIO
Mario Quintana

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"É que eu nasci com o pé na estrada e com a cabeça lá na lua..."

Se eu fosse embora agora, será que você entenderia
que há um tempo certo para tudo
cedo ou tarde chega o dia

Se eu fosse sem dizer palavra, será que você escutaria
o silêncio me dizendo que a culpa não foi sua
É que eu nasci com o pé na estrada e com a cabeça lá na lua

Não vou ficar, não vou ficar, fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto
fiz bandeira desses trapos,devorei concreto e asfalto

Tenho feito meu caminho
volta e meia fico só, reconheço meus defeitos
e o efeito dominó,
Mas se eu ficasse ao seu lado de nada adiantaria
se eu fosse um cara diferente sabe lá como eu seria

Não vou ficar, não vou ficar, fiz bandera desses trapos, devorei concreto e asfalto
fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto

Fiz o meu caminho, devorei concreto e asfalto,
fiz o meu caminho, devorei concreto e asfalto.


Concreto e Asfalto
Humberto Gessinger

"Por hoje, é só, vou deixar passar a ventania..."





quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Bloqueio intelectual...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Reticências demais...

Notícias boas demais causam expectativas demais, e causam ansiedade demais. É que o hoje já não me preocupa, nem ao menos quero escrever nada a respeito daquelas coisas banais que fazem com que a gente perca tanto tempo. Então resolvo revirar o passado, e descubro que ele também é tão banal que não vale nem ao menos uma linha...
As memórias de momentos insanos devem permanenecer na mémória. Pois se o que não escrevo não é real, logo o que ainda está latejando na mente também deixará de ser. É simples, tão simples: a segunda-feira chegará e com ela todas as responsabilidades e prazeres, nada mais fará sentido, é assim que funciona, é sempre assim.
Eu aprendi a ter paciência em relação ao presente e, também, ao passado, ainda não tenho em relação ao futuro, mas a culpa não é dele. A culpa é minha que o desejo demais, e o espero demais, sem qualquer paciência... A culpa é minha em ter desejado tanto, sem nem ao menos saber o que fato queria...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O que eu penso a respeito de tudo...

...é estranho, mas me parece simples, quando não é contraditório...
Se tento encontrar respostas para dúvidas de ontem, acabo me apegando a teorias incompatíveis com a inquietude que sinto hoje.
E n
esse constante inconstante, meus pensamentos formulam conceitos a respeito de tudo; transformam-se em argumentos, que se tornam incompatíveis com este sentimento.
Tenho tentado abstrair, relevar, e vou relevando, ignorando um passado que não é meu, mas que faz sentido e está presente. E o simples, que é sonhar, torna-se complexo e irrelevante em meio ao contexto em que me encontro, hoje...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Desconstrutiv'ista'

Chega um tempo em que tu sentes necessidade de "ter" mais. Vês que o que possui é pouco e te limita, transforma-te em quase nada, e "quase" é o que te faz medíocre. Tudo, então, conspira para que ambiciones mais, as companhias - amigos, amores, colegas e, principalmente, aqueles que fazem parte do time dos "quase".
Nesta fase em que te encontras não aceitas nada convencional, e se aceitas é para desmitificá-lo. Engendras outros conceitos, e te auto-criticas. Descobre-te igual aos demais em inúmeros aspectos, mas te apegas ao que te salvou do óbvio, do já sabido.
Ainda tens tudo isso ali, intrínseco, não como base, mas como ponto de partida. E, agora, passas a desconstruir o mundo que, ontem, era o teu mundo, e percebes, com isso, que é este prazer que ultrapassa a carne e os simulacros que te alimentará de hoje em diante.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mais do mesmo...

E hoje estou aqui para suprir uma necessidade: desabafar, pois estou com medo de ter que trancar a faculdade por não ter dinheiro. E é neste tipo de momento que a gente reflete aquela famosa e irritante frase: Dinheiro traz felicidade?! Certo que não traz, mas em certos aspectos, compra.
Neste mundo capitalista, do qual somos incontestavelmente vítimas, atuando ora como protagonistas ora como medíocres marionetes, não há como bem viver sem dinheiro. Não pensem que sou uma insensível, claro que não sou, defendo com unhas e dentes que certas coisas, aliás muitas coisas, não dependem de dinheiro, como o amor em todas as suas nuances, mas é fato que inúmeras coisas só acontecem graças a este ópio inventado pelos homens e para a desgraça absoluta dos homens.
Vamos voltar nossa atenção ao Brasil, aliás volte a tua atenção ao teu mundo mais próximo, seja ele teu Estado, tua cidade, bairro ou etc. Perceba que tudo foge do teu controle, do teu ideal, se és "ista" então, estarás frustrado, como eu estou me sentindo neste exato momento ao viajar nas entrelinhas deste desabafo textual.
Entenda que nunca trabalhei por dinheiro, mas admito gostar de dinheiro por tudo aquilo que ele pôde me proporcionar, pois se trabalho com aquilo que amo, o Jornalismo, é tão somente porque posso, ou podia, pagar uma Universidade particular. É triste concluir que o que faz com que eu levante todos os dias e sinta prazer em encarar a vida é mantido por uma mensalidade que, mesmo que parece ínfima aos olhos de muitos, está pesando consideravelmente no bolso de quem voz escreve.
A verdade é que nadar contra a corrente dá trabalho, e é preciso ter dinheiro para isso. A verdade é que é fácil demais citar Marx, excitar-se com Guevara, enquanto a burguesia mantém teus estudos. Bonito estar na moda alternativa, conquistar amigos e amores alternativos, enquanto o resto do mundo se fode pela falta desta droga que cega e que transforma tudo, até mesmo a tua utopia, em lixo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


"Eu só queria me casar com alguém igual a você... E alguém igual não há de ter...

Só é possível te amar..."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A procura...

Procura-se uma pauta, um assunto relevante e interessante. Procura-se, desesperadamente, inspiração e tesão para escrever... Na verdade, procura-se uma Niela Bittencourt que desapareceu, adormeceu, ou, simplesmente, cansou de ser quem era, mas de quem estou com saudade...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Um tal de "meme"

O desafio:
"Oito sonhos que a gente tem que realizar antes do grande encontro com Deus"...
Eu vou responder, já que o Vítor me indicou. Contudo não acredito em Deus, tampouco fico planejando muitas coisas. Tenho alguns desejos, claro, mas acredito que as melhores coisas acontecem sem que a gente tenha planejado.
Funciona assim:

Regras:
• Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui;
• Passar o meme para 8 pessoas;
• Comentar no Blog de quem lhe passou o meme;
• Comentar no Blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação";
• Mencionar as regras.

Os sonhos/objetivos da pessoa aqui:

1 – Viver de Jornalismo. Não sonho com grandes salários, nem grandes cargos. Quero me sentir bem onde eu estiver atuando, desde que seja no Jornalismo;

2 – Morar em Porto Alegre, não sei por quanto tempo, talvez eu me canse bem rápido, talvez eu me apaixone ainda mais;

3 – Viajar, conhecer o Rio Grande do Sul primeiro, e depois mochilar pela América Latina também;

4 – Estudar muito, talvez filosofia ou sociologia, não sei se como curso universitário, mas estudar estas áreas;

5 – Escrever um livro sobre algo que ainda não sei.

6 – Morar um tempo fora do país, mas só um tempinho mesmo, apenas como experiência de vida;

7 – Construir uma parte dessa história com alguém e, ao mesmo tempo, fazer parte de uma parte da história deste alguém;

8 – Ter um filho ou não ter um filho?

E os indicados são:

1 - Denise, querida Vírgula Antenada;

2 - Gaby;

3 - Kellen e o Blog "A Publicitária";

4 - Ju Soska;

5 - Tiago Sant'ana;

6 - Fabrício Carlos e o Blog "Variação do mesmo tema";

7 - Messias;

8 - Viviane, amada!

Consegui! E olha que o Vítor roubou um monte de gente da minha lista de Blogs...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Além da máscara

Estou com saudade daqui, mas realmente estou sem tempo. Na verdade, tempo eu tenho, mas ainda não aprendi a administrar esse tempo de maneira que me sobre tempo . Quanta contradição! Mas já que falei em contradição, trago para vocês esta canção do mais novo projeto do Humberto Gessinger ("o cara" dos Engenheiros do Hawaii) em parceria com o Duca Leindecker ("o cara" da Cidadão Quem), o POUCA VOGAL.
Sem dúvida, alguns leitores já conferiram o trabalho destes caras em suas respectivas bandas e, por isso, eu aconselho: não tire conclusões precipitadas, pois o projeto em questão está longe de ser uma mera extensão da discografia de cada um.
A primeira vez que ouvi, confesso que me decepcionei, pois esperava algo tão enigmático quanto os outros trabalhos de HG, "porém todavia contudo", após ouvir cada música aproximadamente dez vezes, pude concluir que o trabalho tem outra cara, e que eu fui com a cara dessa outra metade. Estou curtindo, e não esperem críticas musicais, pois eu não tenho embasamento algum para isso. Não falo do que não sei, mas sinto que o trabalho dos caras tem alma, e é a mistura perfeita entre a subjetividade e a simplicidade, uma contradição.

Ps.1: Atente as partes em destaque...
Ps.2: Não, eu não curto só EngHaw e Cidadão Quem...Aliás, se me conheces sabes disso...
Ps.3: Logo eu volto com algum texto mais sério, eu prometo...
Ps.4: Prometa, caro leitor, que terá paciência...
Ps.5: Baixe gratuitamente as oito músicas disponibilizadas pelos caras no site http://www.poucavogal.com.br/

Pouca Vogal - Além Da Máscara

Gessinger
agora que a terra é redonda
e o centro do universo é outro lugar
é hora de rever os planos
o mundo não é plano, não pára de girar
agora que o tempo é relativo
não há tempo perdido, não há tempo a perder

num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
fica o sentimento
de um mundo sempre igual
igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem

agora que tudo está exposto
a máscara e o rosto trocam de lugar
tô fora se esse é o caminho
se a vida é um filme, eu não conheço diretor
tô fora, sigo o meu caminho
às vezes tô sozinho, quase sempre tô em paz

num piscar de olhos tudo se transforma
tá vendo? já passou!
mas ao mesmo tempo
esse mundo em movimento
parece não mudar
é igual ao que já era
de onde menos se espera
dali mesmo é que não vem

visão de raio-x
o x dessa questão
é ver além da máscara
além do que é sabido, além do que é sentido
ver além da máscara

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Estou na esquina da rua de quem perdeu a consciência e já não usufrui da sobriedade... Não fujo da realidade, mas busco me transformar, dia após dia, em alguém que não reconhecerás quando a máscara que cobre teu rosto e ameniza teus sentidos cair, fazendo com que te arrependas dessa vida que não vives, e a qual vivo pela metade...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Falácia

"Uma garota irresistivelmente ameaçadora... um mistério no olhar, uma fala instigante e textos perturbadores... uma jornalista nata, um ser humano incrível, uma presença marcante.
Ou você conhece a Niela, ou não conhece...
A Niela tem dessas coisas: despertar ódio e amor nas pessoas, às vezes os dois ao mesmo tempo, às vezes um querendo dizer o outro, mas uma coisa é certa, não tem quem não se encante com essa jornalista metida a psicóloga (papel que faz muito bem)... Sincera (uma das melhores qualidades que uma pessoa pode ter)... e linda..."

A mentira sincera de um amigo...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ansiedade a mil em um texto nada imparcial

Flávio Ilha, editor da Revista Aplauso e um dos meus ídolos no Jornalismo, é presença confirmada (acabei de confirmar com "o próprio" por telefone) na XIII Semana Acadêmica da Comunicação Social, que acontece entre os dias 10 e 14 de novembro no Salão de Atos* da Urcamp, campus Central. A palestra será promovida no segundo dia do evento (11/11), e terá como tema o JORNALISMO CULTURAL, função que Ilha desempenha como poucos. Vale a pena conferir, pois não é sempre que a gente consegue trazer um cara como este para explanar em um evento que, infelizmente, é pouco incentivado pela nossa Universidade.

Em breve, a programação completa da atividade!

*A confirmar

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Falácia

"Ser jornalista não é ganhar dinheiro (porque vender carro usado dá mais). É mudar o mundo. É uma profissão de grandes mentes e grandes corações."

HÁ CONTROVÉRSIAS!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ruínas de Santa Thereza: um legado histórico e cultural


Igreja de Santa Thereza, já restaurada, localizada em Bagé/RS

Um outro ângulo

Detalhes de uma bela arquitetura

Ruínas do antigo Seminário de Santa Thereza

Fotos: Niela Bittencourt

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Definições

Impulso - Atitude que faz com que a gente fique muito de cara no dia seguinte...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"Não desista de quem desistiu
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
Aperte a minha mão
Quebre o pé, descubra um ideal
Saiba que é preciso amar você
Não esqueça que estarei aqui
E corra, corra..."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

POUCA VOGAL

Duca Leindecker e Humberto Gessinger em...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Uma hora a gente cansa

Há dias em que somos invadidos por anseios diversos. Ontem, por exemplo, estes eram relativamente positivos, tendo em vista que estavam todos inseridos no que chamo de PAC - Plano de Aceleração do Crescimento. Neste caso, é claro, este tem como objetivo o crescimento pessoal, ideológico e moral. Contudo, a filosofia que sigo é falha, tendo em vista um detalhe: a condição humana. Este é o ponto que faz com que a gente queira dar um BASTA, mesmo que estejamos convictos e cientes de nossos objetivos (o que não estou, sinceramente).
Hoje, mais uma vez, essa tal filosofia (não, não se trata de nenhum tipo de doutrina religiosa, é apenas uma forma de encarar a vida, porém é tema para outro dia, ok?!) foi posta em prática e, mais uma vez também, foi nocalteada pelo temido e desconhecido lado B. Não pensem que gosto de escrever aqui coisas pessimistas, mas teimo em publicar fragmentos de delírios, que ora se apresentam em forma de "textos jornalísticos" ora como amontoados de palavras que formam frases soltas e, para muitos, sem sentido. Então, perdoem - me (ou não), mas uma hora (e há tantas horas) a gente cansa e tende a ser realista, trágica e sentimental (para não dizer brega):

"Vale a pena ser fútil, afinal. Assim, ao menos, a gente não cansa... Dá menos trabalho gostar do que todos gostam, fazer o que todos fazem, e sentir, ou deixar de sentir, o que todos sentem. É, quando a vontade que bate à porta é a de deixar de lado os ideais e tudo o que defendê-los traz, e já trouxe a nossa vida, esta é irrefutavelmente a melhor opção.
Quem sabe, assim, seja possível recomeçar do zero, sem as decepções próprias da utopia, sem o sentimentalismo barato de ontem, e que hoje nos sufoca. Sim, esquecer dos erros, das infantilidades... Deixar de lado o "lado A", aquele que é meigo, doce, carinhoso, atencioso, otimista, educado, às vezes doutrinado, vez em quando revolucionário - mistura imperfeita, que faz da vida uma perfeira indecisão...
Sim, pô, a gente também cansa de ser idealista, pois é chato ser a pessoa que se emociona ao ler um artigo do cara que admira; que chora ao ler um livro de outro cara, ou um filme, ou uma música... Cansa ainda mais a insistência errônea que faz com que a gente acredite nas pessoas, tente entendê - las, e, assim mesmo, sofra por elas. Vamos ser fúteis, quem sabe?! Pois é fato: Cansa, vez em sempre, sentir a dor que sinto, pensar o que penso, amar o quê e a quem amo, odiar o quê e a quem odeio, e, ainda assim, tentar o que tento..."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nielinha...



terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sente o nada, e nada ocupa espaço demais...
Deseja mais do seu EU...
GRITA!
Ela parece não ouvir...Ela parece não evoluir...Ela não evolui...
Entediada, cansada de si mesma...
De seus pensamentos e sentimentos: indecisões...

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Olimpíadas, Brasil e, principalmente, a etc

As Olimpíadas estão a pleno vapor. Contudo, a não ser pelo prazer imensurável que sinto ao ver os Estados Unidos em segundo lugar na tabela oficial de classificação, o sentimento que prevalece é o de revolta, e eu o explico: Como podemos (governo e povo alienado) ambicionar sediar os Jogos Olímpicos se não somos um potência esportiva, ou melhor, não investimos no esporte como deveríamos? Pois a belíssima campanha que o governo realiza, pricipalmente através dos meios massivos de comunicação, tem se encarregado de deslumbrar a nação e de sustentar este terrível status quo - benéfico à classe dominante.
Mais uma vez, confesso que, às vezes, esqueço que, ao eleger Lula, buscava colocar no poder desta nação um líder que, ao menos para mim, era mais do que um socialista, e sim um ser humano capaz de colocar em prática seus ideais. Hoje, resta - nos dois longos anos pela frente, e, sinceramente, a minha esperança está agonizante.
Há quem afirme, contudo, que "nunca na história deste país" o povo foi tão valorizado. Porém, e sempre há um porém, o frágil e eficaz trunfo que Lula tem nas mãos está baseado em um programa de assistencialismo barato, que, a longo prazo, custará caríssimo para o povo brasileiro.
Esta "arma" é capaz de mascarar, emocionar e, assim, dividir os brasileiros em fatias cada vez mais desiguais. Desta maneira, enquanto parte da fatia descontente e "revoltada" da história, sigo lutando, longe dessa sujeira que conhecemos por política, que desta, verdadeiramente, está longe.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eu voltei porque aqui é o meu lugar!

Pessoas, estou de volta à ativa! Já estava na hora, eu sei. Afinal, estou em dívida com vocês, leitores fiéis que perguntam há tempos por este Blog abandonado. Sim, eu o abandonei mesmo, mas fui forçada pelas circunstâncias. Quais? Bom, estava reorganizando a minha vida, e, por isso, minha mente não estava produzindo absolutamente nada. Em momentos de crise é inútil pegar a caneta e insistir. E olha, a "reorganização" tá dando certo, pois há tempos não me sentia tão bem.
Então é isso, estou de volta e, agora, com duas décadas de vida, um novo emprego, ou melhor, um novo estágio, e com os sonhos e objetivos renovados. Ah, e claro, com uma vontade louca de escrever. Aliás, esta vontade é tamanha que nem sei por onde começar. Já que fiquei longe muito tempo, muitas coisas não foram ditas, então vou correr atrás e recuperar o tempo perdido, a fim de dar o meu parecer sobre certas coisas que andam acontecendo por aí...

domingo, 10 de agosto de 2008

Deu pra ti!

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra PORTO ALEGRE
Tchau!
Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e...bah!
Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri a fim
Garopaba ou Bar João
Beladona e chimarrão
QUE SAUDADE da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio (mesmo preferindo o Olímpico)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

De volta ao maravilhoso mundo do JORNALISMO...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Como de costume...

...vagava pela biblioteca da minha Universidade – um hábito que, acreditem, procuro cultivar, - quando encontro, após certo tempo de garimpo, mais um exemplar digno de minha atenção. A começar pelo autor, Ricardo Kotscho - figura que admiro pelo dom de despertar em mim uma paixão pelo jornalismo que vez em quando adormece -, e, após, pelo tema que também desperta em mim grande interesse, a questão “profissão: repórter”.
Kotscho, nesta obra, narra os bastidores de suas grandes reportagens, mas desta vez não se atém aos acontecimentos, e sim aos sentimentos e reações que essas histórias despertaram nas pessoas que com ele conviviam. “Pra que você vai se meter nisso?”- frase que sua mãe tantas vezes pronunciou quando este ingressava na profissão, e que sua filha, anos mais tarde, repetiu após inúmeros relatos do pai diante de “a história”.
Passagens que nos levam à época do Estadão, jornal onde Kostcho pegou gosto pela atividade, e onde se transformou em o “repórter do pipoqueiro”, e, também, à vida deste jornalista que aprendeu a ver e transformar histórias cotidianas do povo brasileiro em matérias de capa dos maiores e mais respeitados jornais do país.
A Aventura da Reportagem, de autoria de Kotscho e Gilberto Dimenstein - que despensa apresentações -, é leitura que vale a pena não tão somente para os profissionais da área de Comunicação Social, mas também para quem gosta de boas histórias, e possui curiosidade acerca desta profissão inexplicavelmente apaixonante.


A Aventura da Reportagem, de Ricardo Kotscho e Gilberto Dimenstein, publicada em 1990 - novamente destacando a desatualizada biblioteca de nossa Universidade - pela editora Summus.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

7

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Novos horizontes

Às vezes vale a pena parar para refletir sobre as atitudes que constumamos tomar e sobre a vida que levamos, por um motivo ou outro. Dias atrás senti que deveria parar tudo para repensar e reavaliar tudo isso, e foi o que fiz, já que este sentimento se tornou uma necessidade; e é incrível o quanto descobrimos de nós mesmos quando nos damos essa oportunidade.
Assim, percebi que muita coisa estava errada, já que eu havia deixado de sentir aquilo que eu sempre julguei como uma obrigação: satisfação.
Por enquanto tenho a dizer que esta fase de reclusão, curta mas eficiente, está passando, e logo estarei aqui com meus devaneios e pontos de vista, às vezes fora dos padrões, confesso, mas sinceros e, por isso, coerentes. E é em busca dessa satisfação pessoal que vou abrir mão de muitas coisas e partir para novos rumos, em nome dessa coerência e de tudo em que eu verdadeiramente acredito.

Confira!



Estas fotos são o registro da exposição que acontece até o fim do mês na vitrine da loja Nova Era, localizada no Iporã Center, no centro de Bagé, fazendo parte do projeto Arte na Vitrine.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ela está em colapso, de sentimentos e pensamentos...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Buscando a minha inspiração...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"Na contramão de tudo que dizem que aconteceu
Eu vou...sair da área de alcance..."

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Voltaremos...

Ainda tô na correria de final de semestre, mas resolvi dar uma passada aqui para contar para vocês que a Exposição na APAE foi um sucesso, assim como no Curso. E nossas fotos agora farão parte de um projeto muito legal que tem em nossa cidade, o Arte na Vitrine, que é promovido pela ACIBA - Associação Comercial e Industrial de Bagé - , e que consiste na exposição de trabalhos artísticos nas vitrines das grandes lojas da cidade. E como fotografia é uma arte, estaremos lá!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Eu só queria que uma mistura de Marx com Bourdieu "baixasse" em mim hoje!

Já que Debray, Thompson e Guareschi ainda estão vivos...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Intrigas intelectuais

"A mídia assume o papel de disseminadora do agora produto midiático, que atua, sobretudo, como legitimador do sistema simbólico por ela estruturado." (Niela Bittencourt na introdução da pesquisa científica que tem como tema a abordagem midiática da imagem mitificada de Che Guevara. Detalhe: Ela ainda está tentando decodificar sua própria mensagem...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

24h sem água em uma cidade ignorante

Bagé está sem água. O que não é novidade, mas estou de mau humor assim mesmo, afinal fui obrigada a passar mais de 24h sem tomar banho e a ouvir toda a merda que chega até meus ouvidos graças aos veículos de comunicação de massa, que deitam e rolam com toda esta situação. Desta vez a falta generalizada de água foi ocasionada pela manutenção geral da rede e a instalação de macromedidores (alguém sabe o que são macromediadores?) na Estação de Tratamento de Água e na barragem Emergencial, ainda assim isso não ameniza em nada a indignação de todos. Aliás, indignação esta que me faz pensar - “o que estou fazendo em Bagé?”.
Contudo, é óbvio que a escassez de água não é o motivo pelo qual me auto – questiono, até por que este é um problema que está afetando quase todo o país, e não tão somente a Rainha da Fronteira, e com o qual aprendi a lidar. A verdade é que entristece o mais otimista dos mortais a forma com que a população da cidade lida com este caos. As pessoas acreditam mesmo que “colocar a boca no trombone” resolverá alguma coisa. Em primeiro lugar, resolveria se, e tão somente, a população usasse de uma linguagem menos ofensiva e chula, pois defender uma posição não significa ser ignorante.
Ignorância, deixo claro, não significa falta de conhecimento, não me interpretem mal. Ignorância, pra mim, é falta de discernimento, pois é esta característica que faz com que eu não vá até um veículo de comunicação e “xingue” o prefeito que ajudei a eleger, apelando a argumentos fracos e baseados no meu mau humor. Afinal, isto resolveria alguma coisa? Não, não resolveria. Além disso, quem possui um mínimo de discernimento é capaz de entender que há outros meios, que não os meios de comunicação da cidade, e programas que só sobrevivem graças a ignorância do povo, de reivindicar este direito fundamental.
Ora há reclamações pela falta de água ora pelos buracos de uma construção, ou pela inexistência de uma construção. Longe de defender o governo municipal, que, no meu íntimo, xinguei o suficiente hoje pela manhã, afinal – “Donde hay governo soy contra” - , afirmo que não é através da mídia que vocês, cidadãos ignorantes desta cidade, conseguirão alguma coisa. A mídia é para quem sabe usá – la, se não há esta “sabedoria”, acreditem, vossa ignorância será usada como “arma” por ela, e não precisa ser nenhum comunicólogo para saber disso. Ah, o que estou fazendo nessa cidade?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Momento excepcional

Cursar a Faculdade de Comunicação Social é um privilégio de muitos, mas são poucos, certamente, que fazem valer a pena o dinheiro e o tempo investidos na formação. Neste semestre minha turma recebeu uma missão que, confesso, fez com que eu e meus colegas nos assustássemos. Primeiro pela responsabilidade em lidar com os sujeitos em questão e, segundo, por não dispormos de tempo considerado suficiente para nos engajarmos na tarefa como gostaríamos. Contudo, após muita resistência, e priorizando o que devemos ter em mente sempre, a responsabilidade social que nossa futura profissão nos empresta, abraçamos a causa, e a ela nos rendemos.
O objetivo, proposto pela jornalista Stela Vasconcellos, nossa professora de Fotografia no IV Semestre do Curso, consistia em retratar crianças excepcionais que freqüentam a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE – de Bagé, a fim de realizarmos duas exposições na cidade – a primeira na sede da entidade, localizada no bairro Mascarenhas de Morais na Zona Norte de Bagé, e a segunda na Facos – Faculdade de Comunicação Social - , onde estudamos. Assim, fomos conhecer a entidade, que mesmo sendo umas das mais respeitadas e ativas do município, ainda não fora visitada pela maioria de nós, e me incluo neste grupo.
A necessidade da construção de uma sede mais adequada, o que estará sendo concretizado em breve, segundo consta no site da entidade, certamente foi um dos pontos que logo nos chamou a atenção. Contudo, só em observar por alguns momentos o trabalho feito no local, pudemos concluir o esforço feito pelas pessoas que trabalham em prol de uma causa tão nobre. Não é à toa que pais e crianças chegam à instituição com um prazer que aflora em seus rostos. E, neste contexto, nosso trabalho se deu de maneira agradável, sem o peso que pressentíamos desde que a proposta nos foi feita.
Uma das crianças que conquistou a todos, e que por todos foi fotografada, tem apenas dois anos e três meses. Natanael, um bebê que carinhosamente foi apelidado por todos nós de “gordo”, possui Síndrome de Down e uma compulsão por câmeras fotográficas. Sem dúvida, suas gargalhadas e pulos estarão expostas para que tantos, assim como nós, rendam – se ao seu astral de moleque.
Também fotografei uma menina que possui uma beleza sem igual, um rosto infantil e gracioso capaz de emocionar qualquer profissional. Jaine, cinco anos de idade. Confesso que não tive coragem de perguntar a sua mãe nem a nenhum funcionário o motivo pela qual ela freqüenta semanalmente a instituição. Não julguei necessária a informação, pois a lente que a retratou não buscava nada além de sua doçura de criança. Aguardo ansiosamente o momento em que reencontrarei mãe e filha, já na exposição.
Longe da manipulação atribuída à mídia, longe dos holofotes e do aparente “glamour”, eu, Niela Bittencourt, estudante de jornalismo, hoje um ser humano melhor.
"Eu o odeio desde que o amava..."

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O meu lugar

Há um ano atrás resolvi criar este Blog e, desde então, este se tornou o meu maior vício e a minha grande paixão. No princípio, meu desejo era dar a este espaço uma “cara”, um estilo, contudo concluí que não deveria me auto - limitar, prendendo – me a vícios e regras, já que este é o meu espaço e, assim, um lugar de contradições, idéias e devaneios, que expressam exatamente tudo o que se opõe a regras profissionais e cotidianas. E como disse Mário Quintana: “O estilo é uma dificuldade de expressão.”
Reviver, nesta data, os bons momentos que passei aqui, assim como as sensações que inspiraram cada texto e as emoções que senti e sinto sempre que alguém os lê, faz com que eu veja o quanto vale a pena fazer o que se gosta pra valer. Não há como deixar de agradecer cada pessoa que de uma maneira ou de outra esteve presente neste espaço durante este ano. Agradeço, e reconheço o quanto aprendi e cresci nestes 12 meses.
E agora vamos recomeçar, partir de uma história que me faz tão bem. E que os votos sejam de inspiração e sucesso, tanto para mim quanto para vocês leitores e amigos, que construíram “o meu lugar”!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Tópicos sentimentais

Dia dos ENAMORADOS

Ainda afirmo que esta é uma data comercial, contudo não posso fugir deste clima irritantemente apaixonado. Então, minha homenagem ao dia dos namorados será um trecho de uma canção pela qual sou completamente apaixonada:

"O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor
Se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
Acordei nesse mundo marginal..."


SAUDADE

Às vezes somos invadidos por esse sentimento sem explicação, que toma conta dos nossos corações e faz com que eles fiquem apertados e machucados. Saudade, divide - se em duas: aquela doída, que nasce por culpa de algo que ficou para trás, mas que gostaríamos que estivesse por perto, temperada com pitadinhas de mágoa e desilusão, que entristece o sensível coração e faz com que nos sintamos infelizes; e outra, aquela que é responsável pela doce e feliz sensação de ter vivido as melhores coisas da vida.Esta última é a que sinto. Saudade dos amigos que estão longe, que passaram junto a mim momentos que fizeram com que tudo até hoje tenha valido a pena. Pessoas que talvez nem saibam a importância que tiveram e têm até hoje.E como é bom reencontrá - las. Aos AMIGOS: SAUDADE!

Dias dos ENAMORADOS II

Não me considero uma mulher romântica, mas sou uma sentimental assumida, então farei uma homenagem decente. E esta é, sobretudo, para alguém que é "um outro ser especial, que faz com que eu me sinta especial…Sem motivo ou razão aparente." (adaptação da postagem do dia 25 de março)

Como eu quero

Diz pra eu ficar muda faz cara de mistério
Tira essa bermuda que eu quero você sério
Tramas do sucesso mundo particular
Solos de guitarra não vão me conquistar

Hum! Eu quero você como eu quero...

O que você precisa é de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho em arte final
Agora não tem jeito "cê" tá numa cilada
É cada um por si você por mim e mais nada

Hum! Eu quero você como eu quero...

Longe do meu domínio "cê" vai de mal a pior
Vem que eu te ensino como ser bem melhor

Hum! Eu quero você como eu quero...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Amizade singular

Não poderia deixar de postar aqui um agradecimento muito especial a uma pessoa que está há algum tempo em minha vida de uma maneira muito especial. Contudo, confesso que não sei muito o que escrever, pois há coisas que a gente não consegue definir em códigos estéticos - cognitivos, como estas lágrimas que estão em meus olhos neste momento.
O que posso tentar explicar é que é muito bom ter esta pessoa na minha vida, e que espero poder retribuir este carinho tão lindo que ela me dá todos os dias.
Não sei se esta relação de amizade é lógica, mas ela é verdadeira, sem dúvida. Obrigada, de coração!
Ah, esta pessoinha tá sempre aqui no Blog, tem uma banda, a Karcere'Opost (que pode ser conferida no Blog http://karcereopost.blogspot.com/ ), e chama - se Messias, o compositor desta canção, que foi feita pra mim.


Singular
Sorriso singular
Olhar que ela tem
Lindo demais
Me faz tão bem
Ela é o meu amor
Ela é o meu querer
Me faz sonhar
Me faz viver...
A flor que desabrocha na adversidade é a mais bela e rara de todas
Bela!
Bela é seu codinome, pois traz em seu coração a mais bela essência do ser...
Um pouco humana
Meio angelical...Terás um dia que tornar aos céus
Enquanto isso
Continuarás a espalhar seu brilho, iluminando a todos...
De primavera em primavera
Exalando seu perfume, resplandecendo sua luz...
Alma singela, ingênua e pura
Sua áurea azul da cor do céu...
Doce coração envenenado, doce Niela
Ela é o meu amor
Ela é o meu querer
Me faz sonhar
Me faz viver
Ela é o meu amor
Ela é o meu querer
Me faz sonhar
Me faz viver

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tópicos informativos

Destino: Cochabamba!
Há dias que esta frase não sai da minha cabeça, mas ainda não me dei ao trabalho de pesquisar o nome de seu criador, então se ao lê -la sentires necessidade de pesquisar algo a respeito, TE VIRA, pois na estou a fim de ajudar, apenas escrevi ela aqui por julgá - la genial.

Bagé novamente sem cinema
Após três anos de funcionamento, o único cinema da cidade, o Cine Via Sete, que possuía somente uma sala de exibição, fechou suas portas graças a uma briga entre seus donos que foi parar na justiça. Mais informações? Joga no Google! A minha vida não vai mudar por culpa do fechamento do tal cinema. Em três anos, consigo contar nos dedos o número de filmes de conteúdo que foram projetados em sua tela.

Dia dos namorados
Data perfeita para declarar seu amor? Que nada! O único setor que ganha com isso é aquele que te vende produtos “atopetados” de impostos com a desculpa que vais agradar teu amorzinho. Por favor, acorda criatura! Dia dos namorados só serve para duas coisas: Gastar dinheiro e te redimir pelas besteiras que fizeste durante todos os outros dias do ano.

1º ANIVERSÁRIO
Esse mês o Blog completa seu primeiro ano de vida! Uau, passou correndo...Grande ano!

Destino: Santa Maria
O Mundo do Trabalho na Comunicação - Oportunidades e Ameaças é o tema do 33º Congresso Estadual de Jornalistas, que acontecerá entre os dias 13 e 14 de junho em Santa Maria. Esta é primeira vez que o Congresso acontece no interior do Estado, já que as 32 primeiras edições foram realizadas na capital Porto Alegre. O evento é promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS.

Relato das festas, e do Congresso claro, no dia 16, porque dia 15 é domingo e terei que descansar.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

E ela sabe que o único defeito dele é não ter os defeitos que "ele" tem...

Lupicínios

Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar
Nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei
Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei
Saudade
Diga a esse moço por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu o adorei
Tempos atrás
Saudade
Não se esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sem moderação

Véspera de feriado, passei a tarde ao som da Cidadão Quem, que não só está com um baita CD, mas também com um site muito bacana, que vale a pena não só pelas canções da própria banda que tocam na Rádio Cidadão Quem, mas pelas músicas de artistas produzidos pelo Duca Leindecker, “o cara” da banda, através do estúdio Submarino Amarelo.
Leindecker merece respeito não só por ser um músico completo, mas por ser um escritor de sensibilidade e de uma sutileza sem igual, características que estão mais do que evidentes em suas duas obras, A Casa da Esquina (1999, L&PM) e A Favor do Vento (2003, L&PM), que vai virar filme. Para quem não conhece o trabalho deste cara, que é sim “o cara”, recomendo: CONSUMAM LEINDECKER SEM MODERAÇÃO!




terça-feira, 20 de maio de 2008

Desabafo

Quem me conhece há certo tempo sabe o quanto sou idealista, aquele tipo de pessoa que acredita e defende todas aquelas "baboseiras" rotuladas de marxistas, esquerdistas, socialistas e etc. Porém a "mente universitária esquerdista marxista" passou a ser obrigada a falar bem de temas que despreza. Nascendo, em conseqüência disso, a frustração, aquela verdadeira aversão à prática, que vem tomando conta até mesmo de todo o prazer que dias sim, dias não, descubro nesta profissão.
Estou no olho do furacão, e, a menos que queira me tornar uma chata que reclama de tudo, preciso dar outro rumo pra minha vida profissional pra ontem. Não, não pensem que largarei tudo e sairei de moto pela América Latina como tantas vezes já prometi, mas uma coisa é certa: O prazer tem prazo de validade, então, quando este vencer, arrume suas coisas e parta logo para um novo desafio, só não esqueça de liquidar as contas antes disso...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Adoro brincar disso!


A temática: Prédios Históricos de Bagé


Estes são alguns ângulos que registrei do Palacete Pedro Osório, localizado aqui em Bagé, que passou, há poucos meses, por um processo de restauração.


O Palacete foi construído no início do século XX, e tem estilo neoclássico, guarnecido de mármore, vitrais e ferro, conforme consta no site do BNDES.

O prédio, hoje, é sede da Secretaria de Cultura da cidade, e abriga um espaço cultural aberto ao público bageense.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Terra da garoa

Bagé é conhecida por sofrer com a falta de água. É fato: De tempos em tempos, entra ano e sai ano, inverno ou verão, o problema persiste, isso por ser considerado por nossos governantes como "histórico". Nada é feito, salvo a instalação de caixas d'água para os bairros pobres da cidade e o trabalho incansável das assessorias da atual gestão, que são bombardeadas pela imprensa e, principalmente, pelos cidadãos bageenses que clamam por uma solução rápida e definitiva.
Nesta temporada, a cidade foi dividida em duas zonas, e há, entre elas, um revezamento na distribuição. Passamos 12 horas, dia após dia, em uma total insalubridade, se considerarmos que água está diretamente relacionada com saúde, e quando não há água, então, a insalubridade é perigo iminente. Porém podemos até relevar estes dados, já que em outros tempos enfretamos situações piores.
Contudo, o governo municipal vai fazendo malabarismos, e fazendo o que pode, mas não resolve, de fato, algo "histórico", que exatamente por isso já deveria ter sido, no mínimo, amenizado há tempos. Ok, no Brasil é assim mesmo, todos sabemos. A dengue, por exemplo, sai matando adoidado, e a epidemia, então, vira o mais recente "problema histórico" do país, já que a incompetência também é histórica.
No país das medidas emergenciais e do assistencialismo barato, seguimos sobrevivendo graças ao famoso "jeitinho brasileiro". E, da terra da garoa, assistimos a tantas outras crises, ora causadas por fenômenos naturais ora por única e total falta de vergonha na cara.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ei, SAUDADE do nosso tempo...

Do nosso tempo
Duca Leindecker


Quero te dar a mão/
Mas você não me olha/Penso que assim então/Melhor eu me mandar/Saio cansado e vou/Perdido pela rua/Você me nota e sai/Pra então se desculpar

Dizer que o tempo vai levar/Pra longe tudo que passou/E assim vou vivendo

Pra lembrar quem eu sou/Pra salvar o que ainda restou/Do nosso tempo/E assim vou vivendo/Pra lembrar quem eu sou/Pra salvar o que ainda restou/Do nosso tempo eu sei/Que assim vou vivendo

Mas quando eu te vejo então/Esqueço tudo e nada/Parece tão sério assim/Você pra mim/Eu volto pra casa e vou/Com a tua mão na minha/Pra assistir um dvd/E depois se perder

Dizer que o tempo vai levar/Pra longe tudo que passou/E assim vou vivendo...

Pra salvar o que ainda restou... RESTOU, EU SEI...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Vale a pena conferir

Sempre que vou à biblioteca da Urcamp, a Universidade onde estudo, busco garimpar bons livros da área de Comunicação Social. Apesar desta estar um tanto desatualizada, é possível encontrar em suas prateleiras títulos que valem a pena. A Prática da Reportagem, do jornalista Ricardo Kotscho, é uma dessas obras.

Kotscho é dono de um currículo invejável, com passagens por jornais como O Estado de S. Paulo e TVs como SBT, Record e Cultura. Também foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.


Ao contrário da maioria dos livros técnicos, que costumam ser maçantes e cansativos, este traz em suas 80 páginas dicas relevantes para quem almeja essa profissão. De uma forma descontraída, e um tanto encorajadora, Kotscho relata suas experiências mais marcantes como repórter do jornal O Estado de São Paulo.
A emoção é uma constante durante toda a leitura, tornando –a prazerosa e intensa. Sensação que aflora, principalmente, nos capítulos finais da obra, onde constam dramas como o da menina de 18 anos, mãe de um menino de seis meses, presa por furtar latas de leite de um supermercado, ou como a história da família Lima, castigada pela fome em um país repleto de desigualdades.
Passagens que emocionam, sobretudo pela repercussão que atingiram, enaltecendo o valor de um jornalismo voltado, verdadeiramente, para o social.


A Prática da Reportagem, Ricardo Kotscho, Editora Ática – Série Fundamentos, publicado em 1995 (apenas para constar).

terça-feira, 15 de abril de 2008

"O teu maior defeito
Talvez seja a perfeição
Tuas virtudes
Talvez não tenham solução..."


Com lágrimas nos olhos, cansada de ser sutilmente agressiva e inutilmente apaixonada.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"Eu sinto tesão intelectual!"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

APLAUSOS


Quando algo é bom, é bom mesmo, e está sempre se superando. Esta é a impressão que tenho cada vez que folheio as diferenciadas páginas da Revista Aplauso.
E não é à toa.
Dias atrás conversei por e-mail com o editor da revista, o jornalista Flávio Ilha, e entendi o motivo de um projeto como este, que contraria a absurda tendência da falta, ou redução, de espaço para um verdadeiro jornalismo cultural na mídia, principalmente na mídia impressa, ser tão bem sucedido.
O cara é bom!
Começando pela atenção e educação, ímpar.

Não há muito o que dizer.
Basta conferir a entrevista, e sinceros APLAUSOS!



NB - Quais os desafios de fazer um jornalismo verdadeiramente cultural no Brasil?

FI - O desafio principal é se dirigir a uma população normalmente taxada de inculta e iletrada – o que não exprime toda a verdade. Boa parte da mídia (e aí estão incluídos os colegas de profissão) acha que escrever sobre livros ou sobre cinema é menos nobre do que desvendar os meandros do poder ou os planos econômicos do governo. Então, a principal dificuldade é mesmo ganhar legitimidade na própria mídia, que considera a) perda de tempo escrever sobre literatura para um bando de analfabetos funcionais e b) colocar talentos a serviço de assuntos que não vendem jornal ou revistas.
Isso acaba criando um círculo vicioso bem complicado, pois os jornais/revistas valorizam pouco a cobertura cultural e acabam passando ao mercado a idéia de que se trata de uma cobertura secundária – portanto, uma cobertura que pode ser financiada com os restos das grandes coberturas de, por exemplo, uma Copa do Mundo de futebol. Sem dinheiro, o noticiário cultural se ressente de bons profissionais (note a crescente juvenilização das editorias de cultura) e bons espaços (nunca é capa!!!) e acaba se revelando, na prática, menor do que poderia ser. Portanto, um gênero que não merece ser financiado. Pronto, está fechado o círculo vicioso.
Deveria ser ao contrário: além de educação, o brasileiro precisa de cultura – expressa num nível de informação adequado sobre tudo, desde as falcatruas da política até às idéias filosóficas mais importantes da história. A segunda parte desse argumento, infelizmente, está relegada ao esquecimento.


NB - Os profissionais adeptos ao jornalismo cultural enfrentam, entre outras dificuldades, uma redução e banalização do espaço do qual dispunham na imprensa escrita. Acreditas que isto seja conseqüência da tentativa de tornar jornais e revistas mais atrativos às massas, aumentando, assim, o consumo e gerando maior lucro?

FI - Em parte, acho que já respondi na questão acima. Os jornais estão errados em acreditar que “as massas” querem ler apenas sobre celebridades ou sobre as misérias humanas. Ofereça filé mignon e o povo comerá filé mignon. A mídia é diretamente responsável pelo que o povo lê. É uma falácia dizer que os jornais e revistas são orientados por pesquisas que comprovam a “ignorância” do leitor.
Pesquisas são manipuláveis e em geral dizem aquilo que quem compra quer ouvir. A opção da mídia é econômica: formar profissionais para realizar uma boa cobertura cultural requer informação e, conseqüentemente, investimentos; já cobrir celebridades custa menos. Aliás, custa quase nada.


NB – Como tornar a cultura mais atrativa às massas, tendo em vista o crescimento da indústria de entretenimento e da conseqüente imbecilização dos espectadores?

FI - Os leitores não são imbecis, os jornais é que os tornam vítimas de uma lógica perversa. A formação do gosto estético é um processo delicado, lento e dispendioso. Requer a ajuda da escola, da família, dos grupos sociais, da mídia. Ora, ninguém nasce sabendo quem foi Machado de Assis ou Homero. Se me apresentam Machado como um escritor do século XIX chato e enfadonho, por que vou lê-lo se tenho a opção de assistir a uma novela cheia de homens e mulheres bonitas (e nuas) na televisão? Parece-me que o problema está aí: a cobertura cultural da mídia é pretensiosa, exclusora, arrivista. Delimita quem pode e quem não pode encará-la. Coloca um muro com um portão de ferro cheio de cadeados e diz: letrados e iniciados podem passar; “burros” (ou imbecis, como queiras) ficam lá na cozinha vendo telenovela. É claro que quem não conseguiu passar pelo filtro (da linguagem, da informação etc) vai achar que cultura não é para ele. Vai se resignar e ter prazer em ver novela.

NB – A valorização do regional é característica da Revista Aplauso. Isto tem a ver com o seu público – alvo ou está ligado diretamente a um positivo "bairrismo"?


FI - Não sou dos que vêem algo positivo no bairrismo. Dizer que somos melhores que os outros apenas nos exclui – algo que muitos repórteres da área cultural fazem (o tal do muro com cadeado aí em cima, lembra?). A opção pelo regional é de mercado: não há como uma revista do Sul tentar conquistar leitores no Sul oferecendo uma cobertura nacional semelhante a uma publicação que está em SP ou RJ – eles simplesmente têm uma vantagem competitiva infinitamente maior por estarem lá e não aqui, no fim do Brasil. Então, é uma opção de mercado. Isso não impede que adotemos, coisa cada vez mais freqüente aqui, uma visão “local” de fenômenos globais: freqüentemente vamos fazer coberturas no RJ ou em SP para oferecer ao leitor do Sul uma visão sulista de acontecimentos brasileiros. É uma saída possível, para não ficarmos estigmatizados como uma publicação bairrista e localista. Penso que uma publicação que está fora do eixo RJ/SP e que é generalista como a nossa não tem outro caminho que não a abordagem regionalizada. Mas isso não significa uma capitulação aos ditames do folclore ou da cultura nativa. Procuramos ser universais a partir da nossa aldeia.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Baita presente

Presente do qual me orgulho muito, novamente vindo da Denise, Vírgula Antenada.

"Certamente isto só fará com que eu continue sendo esta demente, que posta comentários insanos, porém sinceros."

Passarei este selo, que é uma grande honra, para a Ana Paula, do Blog Janela de Expressão, que merece muito!



quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Companheiro" Ciro Gomes palestra em Bagé amanhã

Nesta sexta - feira, 4 de abril, a pequena, porém nem tão ingênua Bagé, receberá umas das figuras mais respeitadas no cenário político atual, Ciro Gomes. O professor universitário, formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, com especialização em Economia Política pela Universidade de Harvard (EUA), abordará o tema Desenvolvimento Regional, em palestra realizada no Centro Cultural Auxiliadora, às 20h30.

Vale a pena conferir! O evento é beneficente e o ano é eleitoral!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Notas sobre fotografia

Você já imaginou se, em pleno século XXI, no auge da Era Digital, alguém carregando uma máquina fotográfica analógica - pesada, grande e volumosa - ousasse fazer a cobertura jornalística de um acontecimento?
É inegavél o fato de que a tecnologia digital revolucionou as nossas vidas e, concomitantemente, o fotojornalismo, que passou a contar com a dinâmica do novo processo.
Paradoxalmente, contudo, a fotografia deixa de ser uma arte que enaltece a sensibilidade e a habilidade adquirida pelo domínio da técnica e pela parceria que o fotógrafo mantém com seu equipamento, e passa a usufruir de programas que propõem retoques capazes de acabar com imperfeições e, até mesmo, disfarçar amadorismos.
A conseqüente "invenção do real" traz consigo a banalização da arte que, outrora, expunha a visão aguçada do profissional que, muitas vezes, contava com a sorte para captar da melhor forma possível a imagem certa para determinado trabalho e que, após, dedicava - se a um processo que, hoje, soa arcaico.
Futuras gerações, erroneamente, não desfrutarão do prazer desse processo, assim como não poderão gozar de tantos outros que a tecnologia tratou de trasformar em dados históricos. Enfim, por mais fortes e positivos que sejam os argumentos favoráveis a Nova Era, nada substituirá a sensação da busca pela luz perfeita ou o encanto que causa a imagem que surge impressa no papel mergulhado em químicos sob a luz vermelha do laboratório
.

terça-feira, 25 de março de 2008

Daquelas coisas insanas que passam pela nossa mente...

A tal da dorzinha, aquela coisinha enjoada que toma conta do nosso peito e da nossa mente. Às vezes, nem ao menos temos noção do motivo pelo qual ela está ali. Outras vezes, porém, até desconfiamos do porquê, e é neste momento que tudo fica ainda mais confuso; ela monta acampamento e se faz presente no nosso dia – a – dia, transforma tudo em rotina. Mas também é a rotina que faz com que a gente a ignore, deixe – a de lado; de repente ela até desaparece, talvez nem exista mais...
Alguém especial nos encontra pelo caminho, e faz com que nos sintamos especiais por algum tempo. De uma hora para a outra deixamos de sorrir com a sua presença e passamos a sentir uma dor que não mata, mas que sufoca tudo o que a vida tem de bom… Não há uma razão, é apenas a dorzinha adormecida que despertou.
O tempo, santo remédio para dores que não têm motivos aparentes, faz com que tudo vá passando, mesmo que em um ritmo lento, e quando retomamos a consciência lá estamos nós novamente encantados por um outro ser especial, que faz com que nos sintamos especiais…Sem motivo ou razão aparente…

Em tempo...

Percebi que, de um tempo para cá, meus textos tornaram -se extremante intimistas e subjetivos. Talvez tenha desenvolvido este lado mais subjetivo como forma de me manter distante dos meus próprios sentimentos, ou simplesmente por gostar de manter tudo nas entrelinhas, sabendo que assim consigo me expressar de maneira mais eficiente do que quando tento explicar tudo com vãs palavras repetidas.
A verdade é que constam nesses textos desta fase intimista sentimentos e sensações que permaneceram ocultos, em um período de amadurecimento, e que foram, por conseqüência, naturalmente aceitos e superados; o que talvez explique o motivo da minha ausência deste espaço vez em quando.
Tentarei mesclar estes devaneios e melodramas, caros leitores, com textos mais sérios, eu lhes asseguro. Contudo, minha subjetividade também se desenvolve quando estou envolvida com a objetividade do dia – a – dia, e conclui que vale a pena parar e refletir sobre questões pequenas e intimistas da vida, que muitas vezes são deixadas de lado pela nossa medrosa racionalidade.



"Nossos sentimentos são como anjos e demônios, você pode evitá-los, mas não poderá fugir para sempre."



quinta-feira, 20 de março de 2008

Um detalhe faz toda a diferença

Há diferentes formas de expressão e, naturalmente, muitas maneiras de interpretá – las. Roupas revelam personalidade, às vezes, quando usadas como forma de manifestação, ideais e filosofias de vida. Diariamente, analisamos, quase involuntariamente, pessoas e aspectos expressivos, como os objetos que as acompanham. Estes podem revelar, por exemplo, facetas interessantes da personalidade de um homem, assim como seus costumes e vícios.
É obrigatoriamente perceptível e admirável o homem que carrega consigo um livro. Livros sinalizam sabedoria, ou inteligência por buscá – la, e emprestam um charme especial ao seu portador. Naturalmente, uma mulher observadora procurará descobrir o tema que despertou o interesse do personagem em questão.
Obras de filosofia, mesmo que tenham se tornado modismo, ainda emocionam à luta (perdoem o trocadilho), dando um ar heróico ao moçoilo. Livros segmentados também pontuam positivamente, já que a leitura deste tipo de obra significa busca de conhecimento através da educação, algo a ser levado em consideração em um país onde esta não é a principal forma de conseguir status e popularidade.
Assim como o livro, outro objeto que confere ao seu portador graças de intelectualidade é o aparelho de mp3. Neste, podemos supor, que serão encontrados sons diferenciados, na maioria das vezes do cenário “underground”, fuga desesperada das imposições das rádios “pops” do país.
Viagens e brincadeiras a parte, o que quero demonstrar aqui é o quanto a análise de pequenos detalhes pode fazer toda a diferença na hora de formular um conceito sobre determinada pessoa. Muitas vezes, os pequenos detalhes revelam mais traços da personalidade do que grandes manifestações, já que estas tendem a mascarar o que é realmente relevante, já que não passam de signos criados pela sociedade.

Texto com um incrível embasamento teórico...

terça-feira, 11 de março de 2008

Apontamentos

Em dezembro do ano passado a tão esperada volta à Porto Alegre se concretizou. Desta vez o entusiasmo era ainda maior, já que passaria mais tempo na cidade e não estaria por lá tão somente a trabalho.
Cheguei a capital gaúcha por volta das 23h de uma sexta - feira. Algumas horas se passaram e eu ainda me encontrava na fascinante e intrigante rodoviária porto-alegrense. Como boa aspirante a jornalista, uma das minhas características é a capacidade de observação, e não era a primeira vez que meus olhos se fixavam nas figuras mais excêntricas que poderiam sitiar um local como aquele.
A carona me apanhou e fui obrigada a me despedir daquela obra de arte que beirava ao impressionismo, tendo em vista o conjunto harmonioso de excentricidades e esquisitices.
Amanheceu em Porto Alegre. Da janela do quarto onde passei a noite avistei o Guaíba e sua imensidão. Sem dúvida, outra obra de arte, desta vez, porém, de caráter naturalista. Naturalmente belo, contrapondo – se ao cenário que uma selva urbana em desenvolvimento criou.
Como mais uma vítima deste mundo capitalista, minha tarde se resumiu a um longo passeio no Shopping. Na verdade, não gastei um só centavo naquela tarde, mas adquiri algo que só esse sistema pode vender, a idéia de que “tempo é dinheiro”.
Anoiteceu na caótica Porto Alegre. Meu destino era a Zona Norte. Foi quando descobri que a distância, tanto material quanto ideológica, separa caminhos, mas não destinos.
O domingo que sucedeu foi longo e não menos perturbador que o dia anterior. O programa era uma tarde em Bom Retiro, lugarejo afastado da capital e fascinante, devo admitir. Contudo, ao sair de uma cidade do interior, o que mais se deseja é ser jogada no olho do furacão. Fui salva, porém, por um casal de porto – alegrenses que, ao contrário de mim, sonhavam em fugir justamente daquilo que sempre me atraiu, o caos.
Foi realmente uma “troca” inquietante e desconcertante. Certamente eles nem imaginam o quanto lembro de tudo que me passaram durante aquelas horas intermináveis, e, menos ainda, o quanto aquela conversa me fez refletir.
Voltávamos à caótica. Antes, porém, a Ilha roubou minha atenção. Aquela visão associada aos momentos anteriores derrubou conceitos e reafirmou tantos outros.
Naquele domingo à noite senti falta de coisas infinitamente simples, que beiram a mediocridade, mas que apesar dos pesares me fazem tão bem.
Segunda - feira. E
m um dia onde tudo aconteceu, uma noite de sucesso e realização profissional trouxe a sensação de missão cumprida, e um alívio reconfortante.
Hora de voltar para casa. Uma nova despedida, mas desta vez a sensação era outra. Um misto de sentimentos e pensamentos, conclusões que só a saudade e a verdade sem máscaras podem trazer.

segunda-feira, 3 de março de 2008

A tal Lei de Fulano de Tal

Deve ser a tal Lei de Fulano de Tal...O mal humor bate na porta, tu abres e o deixa entrar, daí que o dia começa a ficar nublado e os teus planos (conselho: não faça planos) vão por água a baixo e, geralmente em dias assim, isso não é nenhuma figura de linguagem, é fato, porque chove mesmo.
No decorrer do dia, tu só tens uma coisa em mente: Tentar salvar o coitado antes que ele acabe e com ele a tua saúde mental. Então, tu buscas aquela conversa animadora, com aquela pessoa que sempre te faz sorrir. Que engano! Em dias assim, jamais busque falar com “aquela” pessoa, pois a briga será inevitável.
Chega a noite. Na tua cabeça estão os fatos desanimadores que se passaram. De repente, a consciência toma conta de ti e chegas a uma simples conclusão: Não foi a tal da Lei de Fulano de Tal que fez esse estrago no teu precioso dia, e sim o teu humor, mente brilhante.
O humor, a energia, tem um poder imensurável. Quando estamos positivos e animados parece que o universo inteiro conspira a nosso favor, mas quando acordamos com aquela nuvenzinha negra na cabeça não há universo que dê jeito. Acumulamos fatos desastrosos como reflexo de atitudes que poderiam ter sido evitadas por simples atos como um sorriso, um “bom dia”, um “obrigado”.
Está tudo certo. Tens saúde, amigos e todas aquelas coisas boas da vida. Então, criatura, ignora a nuvenzinha, diga a ela que contigo não existe tempo ruim e vai viver o hoje, porque o amanhã é apenas conseqüência do teu presente.

sábado, 1 de março de 2008

Olha o que eu ganhei!


Presente muito bem vindo dessa nova pessoinha que entrou na minha vida virtual...Vírgula (Denise), gracias mil pelo selo! Saiba que a recíproca é verdadeira!

Vou indicar este SELO tri especial para o Blog do Lucas e para o meu sobrinho, como incentivo por estar entrando nesta "vida de escritor"...E ele só tem 12 anos, o Daniel.



sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Só um pouco mais do mesmo...

Sempre acreditei que antes de dinheiro, sucesso, fama ou reconhecimento, o trabalho deve nos trazer prazer. Aquele sentimento de felicidade de fazer algo pelo simples fato de gostar de fazer. Sensação que faz com que tudo o que também é associado ao trabalho esteja em um segundo plano.
Devo admitir que muitas vezes, ou na maioria delas, o que está em segundo plano é o que paga nossas contas, mas, assim mesmo, valeria a pena os bens materiais adquiridos sem um sorriso no rosto para usufrui – los?
A idéia que tenho de carreira está ligada diretamente à paixão e, desta forma, construir uma carreira, para mim, é colecionar uma série de trabalhos prazerosos e não de oportunidades bem remuneradas, mas vazias em experiência e satisfação.
Quando escolhemos o caminho do prazer e da satisfação, somos obrigados a sobreviver, evidentemente, em um sistema onde ideologias e sonhos não pagam as contas; é fato. Contudo, a recompensa pode valer a pena, já que esta é imediata, composta por doses diárias daquilo que realmente importa, a realização pessoal.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

E hoje é mais um daqueles dias...

Engraçado como há dias em que somos invadidos por um misto de sentimentos nostálgicos...

E hoje é mais um desses dias...Sem uma razão concreta nem ao menos qualquer tipo de sofrimento; apenas uma doce sensação de melancolia e, nestes momentos, curiosamente, prefiro simplesmente calar.






Neste dia, apenas uma canção...


Nem um dia
Djavan

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide (bis)

Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você

E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris(bis)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mais do mesmo

Contagem regressiva para o reinício das aulas; só mais nove dias de tédio e bloqueio intelectual. Reencontrarei os amigos, os colegas, os professores; renovarei as expectativas quanto à profissão e me decepcionarei, mais uma vez, com a estrutura da minha Universidade. Voltarei a escrever textos críticos inspirados em filósofos; e a velha hipocrisia burguesa se restaurará diante de meus olhos graças aqueles que defendem a teoria sem abandonar os velhos costumes.
Férias interessantes estas que se passaram, sem dúvida.



“Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê...”

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O início do fim...

Fragmento da mensagem de renúncia do líder cubano Fidel Castro:
“... comunico a vocês que não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante-em-Chefe”.



Suas ideologias e seu poder ditatorial permaneceram inabaláveis durante 49 anos. Fidel é caso de amor e ódio, sua nação é exemplo de êxito e fracasso, é ferida exposta de um sistema impecável em teoria, porém impraticável.
História de lutas, sucesso e dominação, que não cabe aqui ser relatada. Também não publicarei mais um texto inspirado em ideais juvenis, nas velhas utopias; tampouco lamentarei seu natural afastamento, e nem ao menos levantarei qualquer teoria.
É de mãos atadas, companheiros, que assisto o início do fim. Enojada pelas declarações das grandes nações que nos chegam através da mídia manipuladora, e não menos envergonhada pela falta de atitude perante as injustiças do sistema que, mesmo de maneira involuntária, fortaleço diariamente.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Os amigos que a tecnologia me trouxe

Sempre contestei amigos e colegas quando o assunto era “relacionamento virtual”. Defendia que era impossível nos apegarmos a alguém que jamais tivéssemos visto e convivido. A criação ou o simples preconceito me distanciava do “perigo” e, acreditem, a falta de curiosidade também. Contudo, foi impossível continuar “alheia” a esta tendência, não só por influência do meio, e sim pela necessidade real de ligar – me ao mundo virtual, tendo em vista a facilidade e dinâmica que este é capaz de dar as nossas vidas.
Deixo claro que não estou aqui para defender ou apontar prós e contras da vida virtual. E sim para admitir que fui surpreendida pelas coisas boas que estes relacionamentos “fora dos padrões” me trouxeram. Conheci pessoas através da rede que talvez jamais pudesse ter encontrado em “condições normais”. Gaúchos de todas as querências, paulistas, catarinenses, paranaenses e até um uruguaio bem brasileiro encontrei através de uma lista de discussão sobre música, outros chegaram até a mim graças ao Orkut. Com alguns mantenho um contato mais esporádico, com outros o papo diário é obrigatório, mesmo que o tempo seja curto, mas nada que a instantaneidade do Msn não resolva. Os assuntos variam. Às vezes sobre música, sentimentos ou rotina de trabalho, sempre há um tema que encurte a distância. E, assim, construímos vínculos baseados em gostos em comum, em sonhos em comum.
Também há aquelas amizades que construímos em condições normais e que mantemos e fortalecemos através da rede. Outras que tomam rumos diferentes e, mais uma vez, a distância material é o empecilho. Eis quando surge o fantástico mundo virtual para minimizar a saudade que a correria diária e a falta de grana insistem em alimentar. A tecnologia, caros leitores, nos torna superfiais, talvez, mas é inegável o fato de que ela também nos aproxima do distante, do desconhecido e reaproxima corações.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Das coisas que eu não entendo...

O primeiro texto da série Das coisas que eu não entendo...

NÓS, OS SENTIMENTAIS

Nós, os sentimentais, somos anomalias em uma sociedade onde há a intensa e ignorante banalização do amor e de tudo que ele traz consigo, por não concebermos a idéia de um “EU TE AMO” sem amor, sem a plena certeza deste amor, mesmo que nós, sentimentais, amemos a vida e tudo o que o destino ou a sorte nos colocou no caminho de uma forma que beira ao exagero.
Nós, os sentimentais, acreditamos no amor e em toda a forma de amor. Sentimentais como nós, acreditam que em um relacionamento o companheirismo e a amizade são tão essenciais quanto o sexo. Nossa concepção de amar vai além do sexo, pois, para nós, anormalidades, o amor não é sexo e o sexo, por sua vez, não vale a pena sem amor...
O diferencial da nossa classe, a classe dos sentimentais, está, justamente, na defesa constante do amor e do que ele tem de melhor. Reivindicamos melhores condições para a mesma, já que nós, os sentimentais, estamos perdidos em uma total insalubridade de sentimentos no meio em que sobrevivemos.

AMIGOS LEITORES

Estamos no período de férias, por isso não se surpreendam se encontrarem publicadas aqui as maiores inutilidades que esta mente poderia lhes proporcionar.
Contudo, tenho uma teoria. As férias é a fase onde me torno extremamente subjetiva, na realidade acredito que as férias é aquele período de regressão intelectual, porém estão chegando ao fim e logo voltarei a escrever algo mais sério, pelo menos espero que isto aconteça.
Ah, e devem ter notado que o Blog está com um novo visual. Então, palmas para o Lucas, que elaborou o cabeçalho da página. Gracias, mais uma vez, Lucas!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Conclusões de um tarde de domingo

Ai ai, mais uma tarde de domingo. Não sei como é com vocês, mas a sensação que tenho em todas as tardes de domingo se resume em um total vazio. É como se neste dia, as frustrações e decepções de toda uma vida resolvessem bater à porta.
Levando em conta que, geralmente, em um mês temos 4 domingos, essa condição passa a ser maléfica a minha saúde mental. O vazio é um sentimento difícil de se descrever, mas é como se fosse uma mistura de solidão, saudade e esperança, o que pode parecer relativamente contraditório, mas, ainda assim, é a explicação mais razoável que pude encontrar.
Foi em uma tarde de domingo que tentei fugir de casa, após uma de minhas crises existenciais. Foi em um domingo que tomei a decisão de largar a faculdade, o que felizmente não fiz, e que prometi a mim mesma que jamais tentaria ser o que não sou. Mas também foi em um domingo que cheguei a conclusão de que para mudar o mundo é necessário que sejamos capazes de mudarmos nossas próprias atitudes e conceitos, e que é possível mantermos nossos pés no chão mesmo que nossas cabeças estejam nas nuvens.
Já pensei em fazer terapia por conta das minhas crises de domingo, e não descarto esta possibilidade, porém nesta tarde de domingo entendi que é justamente esta “guerra” entre racionalidade, emoção e instinto que faz com que eu seja quem eu sou, um ser humano mais consciente de suas franquezas e mais sensível ao meio. E, afinal, amanhã é segunda – feira mesmo...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Minha fase cabeça

Certamente já comentei aqui que acredito que nossas vidas são feitas de fases...Pois estou passando por mais uma fase interessante: Minha fase cabeça. E esta, ao contrário de tantas outras, deixará de ser fase e passará a ser parte do meu show.
Sempre gostei de escrever, mas, como também já confessei, tenho uma certa "preguiça" para a leitura. Música também é umas das minhas grandes paixões, principalmente músicas do tempo do "uepaaa", canções que foram lançadas antes de eu vir ao mundo, e que são muito mais atuais do que "sons" que são sensação nas rádios populares do país.
Logo no início do ano tracei algumas metas relacionadas às questões acima: ler mais, adquirir mais livros, assistir mais filmes, estudar muito e, assim, investir mais em coisas que me tragam um prazer que supera a compra de futilidades. Voltar minha atenção a coisas mais simples, a prazeres que temperam a história de nossas vidas. Sair e viajar também fazem parte da minha lista de objetivos.
Descobri que pessoas interessantes são aquelas que se sentem satisfeitas com as atitudes que tomam, que são felizes pela história de vida que estão construindo. Interessantes são as pessoas capazes de reavaliar seus conceitos, mudá - los e colocá - los em prática.
Portanto, estou reinventando a minha vida: Estou com quatro livros a minha espera, três deles "baixados" pela internet (mais um avanço: estou aprendendo a não utilizar esta fantástica invenção só para os chamados 'sites de relacionamento"), um pela metade e um na memória, já comentado neste espaço. Meu mp3 está lotado com canções realmente boas, antigas e atualíssimas, também adquiridas através desse maravilhoso mundo digital.
A intenção é aprender mais, investir mais naquilo que realmente me completa. Evitar aquilo que abomino, a ignorância. Essa é a minha meta!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Mais uma conclusão...

Digno de admiração, sem dúvida, é alguém capaz de escrever um livro. Desde que comecei a despertar interesse pela arte de escrever e, paralelamente, pela leitura, sonho em conceber esse filho. Contudo, isto é um sonho, realmente, e não um objetivo, pois não me sinto preparada para tal façanha, talvez por isto que tenha tanta admiração por aqueles capazes de registrar, em páginas e mais páginas, suas idéias, devaneios ou relatos.
Noite passada, li uma matéria intitulada "O talento para narrar trajetórias de vida". O texto busca "aconselhar" os interessados em se tornarem biógrafos. Autores como Ruy Castro, Vagner Fernando e Maria Augusta Fonseca dão as dicas e deixam claro que o processo de criação é complexo, já que lida com a vida de um personagem único e real.
Anos e anos de pesquisa são fundamentais segundo os escritores e, pelo que pude concluir, a pesquisa é uma aliada, apesar de dar um ar mais "trabalhoso" ao processo. Admiração pelo personagem é imprescindível, aliado ao instinto de um jornalista, certamente se torna a fórmula do sucesso. Este gênero requer este "faro", que só os profissionais deste área detêm, pois a pesquisa vai muito além de vasculhar arquivos de jornais ou bibliotecas, o contato com testemunhas, as fontes da informação neste caso, é o diferencial para quem deseja ingressar neste gênero literário que está em alta nos últimos anos.

Conclusão: Preciso ler mais!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Mais que uma visão, um desabafo

Quero expressar aqui o sentimento que a leitura da obra do jornalista gaúcho Flávio Tavares despertou em mim. "O Che Guevara que conheci e retratei" contém em suas 64 páginas o testemunho da convivência do autor com aquele que se transformaria em ícone de toda uma geração, Ernesto Guevara de La Serna. O interesse pela leitura deste livro surgiu assim que este foi lançado, em novembro de 2007, mas não poderia imaginar a viagem e sentimento de perda que este me proporcionaria .
Punta del este, 1961, Conferência Interamericana Econômica e Social. Este é o cenário onde o jovem jornalista de 27 anos conheceu e retratou o homem por detrás da imagem do mito.
A cada página, a cada foto, um sentimento de perda surgia, pois é incompreensível e inaceitável o fato de que o ideal que propunha "igualdade" tenha caído por terra pela ganância e dominação daqueles que continuam, após os 46 anos que nos separam dessa passagem, perseguindo e calando a voz de todos que se opuseram aos seus métodos e sua sociedade de consumo.
Esta obra, além de me acrescentar conhecimento sobre a figura do Che, despertou em mim uma fúria pelo mundo que perdi, por tudo que poderia ter sido.
Saber que o que nos resta é a voz e que, a qualquer momento, esta poderá ser abafada se assim desejarem os poderosos, dá-me uma sensação de derrota. Tenho saudade de algo que não viveremos, tenho saudade da euforia da juventude, pois o que está diante dos meus olhos são "máquinas" em busca de poder e dinheiro, ou jovens que, mesmo cultuando "Ches", estão apáticos perante a sociedade de que são vítimas e, também, responsáveis.
Não podemos confiar em ninguém, além de nós mesmos. Estamos sós, guiados pelas "armas" que foram criadas para manipular nossas mentes. Estamos perdidos, sem a solução concreta de como colocar em prática nossos velhos ideais.
A sociedade não mudou, mudaram as formas de dominação, pois esta baseia-se agora na "ilusão", que é capaz de criar a sensação de que somos livres para escolher nosso caminho, capaz de plantar em nossas mentes a semente de que este sistema é o melhor para nosso país e de que não sobreviveríamos em uma "sociedade utópica". Imbecilizados pela mídia, acreditamos que ela é nossa "voz", não percebemos que ela é a "arma" que nos cala ou nos conduz à apatia.

sábado, 24 de novembro de 2007

E então...

Quantas vezes nos rendemos ao que o nosso coração manda e esquecemos de ouvir a razão?
Culpa do coração ou do instinto, no calor da hora esquecemos das mágoas e de todas as promessas que, naqueles dias em que a dor parece não ter fim, fazemos a nós mesmos. A razão sabe que às vezes o “não” é melhor das respostas, mas enquanto a boca diz “não”... O coração e todo o resto imploram pelo sim.
Nada até hoje fez com que eu me arrependesse de algo, pelo contrário. Creio que tudo tem um motivo e que só vive quem coloca em risco o que tem de mais precioso. Só que tem horas que a gente acaba não captando a mensagem, não é verdade?!
Na eterna busca por respostas, conversando com uma amiga, analisando as atitudes bobas que nós, mulheres, tomamos em relação a sentimentos, passamos a, de certa forma, analisar nossos relacionamentos mal resolvidos e a defini – los como Karmas. Bom, eu confesso que sempre desconfiei disso.
Se é Karma ou tão somente uma tentativa de me tornar atriz de uma novela mexicana, ainda não sei, mas este é aquele tipo de coisa que dá tempero as nossas vidas, e que vale a pena pelo crescimento pessoal, mesmo que seja a longo prazo.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Massificação ou emancipação?

Muita gente pensa que ser bom profissional nesta área da comunicação é ser popular, ser reconhecido e etc. Bom, vamos definir popular. Popularidade pode ser estar na boca do povo, ser admirado e reconhecido por este.
E quais são os fatores que contribuem para alguém se tornar esta unanimidade? Carisma, características que o diferenciem dos demais.
Certo, vamos analisar, então, as figuras mais populares deste país. Você pode pensar em vários nomes não é verdade? Mas filtre e escolha aqueles que realmente possuem esta tal “diferença”.
Se pensar bem, verá que a indústria cultural fabricou muita coisa “para o povo e que veio do povo”, até mesmo pessoas, personalidades, e que nada mais são do que algo formado por uma receita infalível, tendo em vista a carência de uma massa viciada em receber e admirar fenômenos. Estes possuem carisma e mais nada, sendo fruto de outras também infalíveis, mas ainda questionáveis receitas de sucesso, que se consolidam, dia após dia, em um país que peca na forma de transmitir cultura, obrigando seu povo a engolir diariamente banalidades e porcarias através da mídia.
A mídia, por sua vez, peca ao alicerçar ainda mais este círculo vicioso. Esquece, de forma voluntária ou involuntária, que é responsável por influenciar muitas das escolhas de jovens e crianças. Afinal, o que é mais conveniente para a burguesia do século XXI, que domina e financia os meios : massificação de idéias ou emancipação?

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Não consigo odiar ninguém

Essa é a canção que tem me feito refletir muito nos últimos dias...

Estou numa fase Engenheiros: reflito, repenso, sonho antigos sonhos ao som desta banda, especialmente nos momentos que me encontro só.
Na tarde do último domingo, por exemplo, estava sentada no sofá olhando os pingos da chuva que caia ao som do novo CD dos gaúchos, praticamente uma psicanálise...




Não consigo odiar ninguém

(gessinger/fonseca/ayala/aranha/pedro a.)

não quero seduzir teu coração turista
não quero te vender o meu ponto de vista
eu tive um sonho e há muito não sonhava
lembranças do futuro que a gente imaginava
nem sempre foi assim, outro mundo é possível
pode até ser o fim mas será que é inevitável

não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém

o tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia

não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
do goleiro ao centroavante
do juiz ao presidente
eu não consigo odiar ninguém

eu tive um sonho, o mesmo do outro dia
lembranças do futuro que a gente merecia




E eles se superam...


Contrariando as muitas críticas que afirmam que as bandas de Rock, hoje, apenas regravam suas antigas músicas, os Engenheiros do Hawaii apresentaram seu mais novo álbum recheado de releituras de incontestáveis sucessos e de novas, lindas e inteligentes canções.
Novos Horizontes é o segundo acústico da banda, tão bem acabado quanto o de 2004, e o 17º trabalho lançado no mercado ( não considerando o CD "Gessiger Trio", já que este não tem a marca Engenheiros do Hawaii). São 18 faixas onde a história da melhor banda de Rock do Brasil é contada através de uma voz inconfundível, letras perspicazes e som de primeira.
Grandes sucessos como Toda Forma de Poder, Simples de Coração, Piano Bar e Pra Ser Sincero demonstram a imortalidade das composições de Humberto Gessinger, eterno líder dos Engenheiros. Alívio Imediato, A Onda e Parabólica ganharam uma nova roupagem e, as duas últimas, são interpretadas pela parceria vocal de HG com sua filha, Clara Gessinger. Já as novas No Meio de Tudo, Você, Não Consigo Odiar Ninguém, Cinza (que conta com a participação de Carlos Maltz no vocal e na bateria para encher de saudade o coração daqueles apaixonados, como eu, pela simetria perfeita da primeira formação) e Luz são compostas por letras simples, que sugerem uma mudança através do amor e da conscientização.

Após escutar este CD impecável, onde mais uma vez Gessinger trata de temas tão pesados com uma delicadeza incomparável, é impossível não reavaliar atitudes e sentimentos e, ainda mais difícil, não se render a estes gigantes.


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cotas: retrato de uma sociedade hipócrita

As discussões sobre cotas sociais e cotas racias em universidades públicas são cada vez mais freqüentes em nosso país. Muitos defendem que a criação de cotas para jovens pobres e negros é a única forma de terminar de vez com tamanha desigualdade. Outros defendem que esta opção só ocasionará em uma maior discriminação, além de ser uma forma injusta de seleção, já que a carga de conhecimento não é o principal fator levado em consideração na hora de conseguir uma vaga em uma instituição de ensino.
A verdade é que este sistema de cotas é o retrato de um país que é especialista em construir desigualdade, pois essa nada mais é do que uma forma desta sociedade transgredida, corrompida pela falta de vergonha na cara, redimir-se perante os "excluídos". Pura hipocrisia, já que o pensamento de desigualdade não muda.

O preconceito está nesta sociedade hipócrita em que vivemos, onde os valores se confundem e nos confundem todos os dias, criando diferenças inexistentes, barreiras quase intransponíveis, incabíveis em um país como o nosso, formado por todas as raças e povos. Uma sociedade que tenta a todo o custo acabar com um problema que poderia ser extingüido ou, ao menos, amenizado se à educação fosse dado seu devido valor.

Sou da opinião de que o aluno faz a escola, mas estrutura é o básico. Uma boa e atualizada biblioteca, um prédio em bom estado, quadra e pista esportiva, laboratórios de ciências e computação há muito tempo deixaram de ser luxo. São essenciais, necessários para formar um aluno que possa concorrer com os demais.

Quando a educação básica for valorizada e, assim, capaz de formar jovens bem preparados, cursar uma universidade será apenas mais uma etapa da vida de um brasileiro, e não um privilégio de poucos, como atualmente.Leis como esta, além de se contradizerem, não mudam o pensamento de ninguém, nem amenizam o caos em que se encontra o nosso Brasil.


Vamos construir um muro como o de Berlim para separar iguais ou vamos derrubar este muro que está em nossas mentes e impossibilita a raça humana de ir além?

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Linda Porto Alegre

Engraçado o sentimento que tenho por Porto Alegre se nem ao menos pude caminhar pelas suas ruas e parques... Mas tenho...Talvez pela vontade louca de um dia caminhar por ela e conhecer de perto tudo o que faz dela uma cidade encantadora.


A única vez que lá estive pude ver um de seus maiores símbolos, o Laçador – que também é um dos maiores símbolos desse Rio Grande. Estava em um carro e, pela pressa, já que estávamos naquela cidade a trabalho, não pude descer e apreciar aquele magnífico monumento. Naquele momento, tão rápido, eu me senti uma criança olhando para algo que lhe fascinava, e eu era só um bebê diante de toda aquela cidade que, para mim, era um mundo novo.
O aeroporto Salgado Filho foi mais um dos pontos onde estive que me fez encher os olhos d’água, sim, pois enchi os olhos d’água em diversos momentos desta pequena passagem pela nossa capital. A grandiosidade e a modernidade deste outro grande símbolo gaúcho me surpreendeu. Lindo local para quem nunca havia estado em uma cidade grande. Fotos foram obrigatórias...
De carro pela Farrapos, Independência, e outros locais que nem soube o nome, mas que conheço por meio de textos apaixonados de diversos autores gaúchos, por canções belíssimas de tantos compositores. Pelo Parcão, passei à noite, nem pude apreciá-lo como sonhava, mas também estive perto, o que para mim já foi fantástico...O Porto, onde estava acontecendo a Bienal, o Guaíba...A cidade que finalmente comecei a descobrir...
Porto Alegre, linda Porto Alegre e o que ela significa para mim...Vai muito além de estar em uma cidade grande...Para mim é também a visão do futuro que almejo. É como estar mais próxima da realização de meus objetivos.O prédio da Zero Hora, fantástico por fora, ainda o verei por dentro. O estádio Olímpico, do meu Grêmio. O ar daquela cidade é diferente, e não falo da poluição, falo do encantamento que ela provoca. Os carros, as ruas, as casas, o céu não é o mesmo...
Na saída da cidade, o túnel...E depois a vista do que ficava para trás...Do que me aguarda, do que está a minha espera...Na volta para a casa, a sensação fantástica de ter estado lá e a certeza de que logo retornaria...

Minha linda Porto Alegre...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"A sociedade é uma eterna luta de classes"

Desde 1848, quando publicou "O Manifesto Comunista", Karl Marx - filósofo alemão considerado o pai do socialismo - afirmava e vivia esta condição: "A sociedade é uma eterna luta de classes."
O engraçado é que após décadas e décadas de história e "evolução", a situação ainda é a mesma. O homem construiu um mundo injusto, erguendo muros, criando e investindo em guerras, desfazendo lares e, ainda hoje, reafirmando a cruel luta de classes.
Nesta luta não há espaço para ética, tampouco para a compaixão. Uma terra de gigantes gananciosos, que usam e abusam do "poder" para acabar com ideologias de uma juventude que insiste em lutar, e com tudo aquilo que lhes impeça de ter mais e mais.
Para esses, as nossas ideologias são vistas como utopia, perca de tempo. Contudo, o que ainda nos faz acreditar em um mundo menos desigual é esta também eterna gana que todos nós que somos vítimas desta sociedade hipócrita possuímos, e que não deixaremos morrer jamais...a esperança de que algo ficará para as próximas gerações, e que estas resistirão e continuarão a lutar para defender e contruir aquilo que nem mesmo esses "gigantes" poderão exterminar...os nossos sonhos.





"Os poderosos podem matar uma, duas ou até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera."



Che Guevara

sexta-feira, 27 de julho de 2007

"Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada..."

Tenho observado e analisado, já algum tempo, a situação da imprensa brasileira. Durante anos, jornalistas e profissionais da área da comunicação lutaram pela "liberade de imprensa"...
Hoje vivemos em uma "democracia", onde há espaço para a tão sonhada liberdade de informação. E há muita informação...e só...
Os veículos de comunicação não estão sendo capazes de usar a grande "arma" que têm nas mãos. A mídia brasileira é marcada pela mesmice, pela incapacidade de formar massa crítica; salva pelos raros, porém ainda eficazes, impressos recheados de conteúdos verdadeiramente culturais, que não atingem a massa, mas que cumprem o real papel do Jornalismo.
A grande maioria dos telejornais, de um tempo para cá, estão focados naquilo que está na moda, na roda, aquilo que lhes dá audiência certa, não ousam, não desafiam o telespectador...Já os jornais impressos, quando não estão "atulhados" de anúncios, destacam assuntos pouco relevantes, pelo menos para aqueles que buscam estar realmente bem informados, que sentem a necessidade de serem estimulados...e que querem saber bem mais do que a data da formatura do amigo do filho do "Fulano de Tal"...

A verdade é que o jornalismo brasileiro não tem voz, vez e muito menos capacidade de cumprir sua tarefa social...É egoísta, manipulador, ilusório e ineficaz...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

É chegada a hora!

Na última Sexta – feira, 20 de julho, o presidente da república Federativa do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, fez seu pronunciamento oficial em cadeia nacional a respeito da maior tragédia já vista em nosso país, onde mais de duzentos pessoas morreram. Um pacote de medidas foi anunciado e, é incontestável, que Lula ficou realmente emocionado ao falar do desastre.
Confesso que, após assistir o pronunciamento, fiquei ainda mais indignada e triste, e creio que estes foram os sentimentos que predominaram entre os milhões de telespectadores.
O pacote anunciado tende a resolver muitos dos problemas aéreos de nossa nação, mas jamais conseguirei entender o motivo pelo qual nossos governantes não o elaboraram antes que se estabelecesse o caos. Estava mais do que claro para todos, por mais leigos e alienados, que a situação já era desesperadora, e é óbvio que tudo, ou pelo menos boa parte, poderia ter sido evitado se um pulso firme assumisse o controle.
Também é evidente que o que tem acontecido em nosso país é conseqüência de uma série de erros, que estão sendo cometidos há muito tempo, e que ainda demorarão muito para serem amenizados.
Em muitos momentos lembro da frase que muito escutei de meus professores, quando eu, um tanto ingênua, demostrava minha paixão pelas "Ciências Políticas": "O poder corrompe!".
Sempre os contestava, mas, atualmente, vejo que esta é a cruel realidade. Ainda assim, não posso aceitar que o poder possa corromper o coração de um ser humano, e é por isso que ainda acredito que seja possível uma mudança real, o restabelecimento de nossos valores. Penso, talvez ainda com tamanha ingenuidade, que seja o momento exato para que ajamos.
Não é hora de procurar culpados, não é hora de chorar, mesmo que estas sejam as atitudes naturais, após tamanho sofrimento pelo qual todos nós passamos. É a hora da ação, de protestos, que , com toda a certeza, acarretarão em uma mobilização ainda maior, que trará, ao menos, uma maior consciência na hora de decidirmos o futuro do nosso Brasil.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

O Rio Grande está de LUTO

Sei que muito já está sendo falado, mas não poderia deixar de escrever e, assim, expressar toda a minha indignação com o que aconteceu na tarde da última terça – feira, 17 de junho. O que mais choca a todos é saber que a maior tragédia aérea do Brasil poderia ter sido evitada, se nossos representantes tivessem um mínimo de responsabilidade e boa vontade, já que está mais do que claro que este desastre poderia ter sido evitado se regras básicas fossem cumpridas.
Criação de departamentos e reuniões estão longe de resolver os problemas de nosso país. Nada irá mudar até que medidas sérias sejam tomadas, até que o presidente e os representantes desta nação assumam a responsabilidade que têm em suas mãos, a responsabilidade de zelar pelo bem comum, e não tão somente pelos seus interesses individuais.
Não há como entender tudo o que está acontecendo em nosso país... Cogita-se, até mesmo, que tudo isto é uma jogada política...É triste, mas estamos num ponto onde até mesmo as maiores barbaridades não podem ser descartadas.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Até Nostradamus entrou nessa história

Não lembro de ter visto ao longo dos meus quase 19 anos de vida tamanha mobilização por parte de gremistas e colorados, nem mesmo quando estes disputavam o campeonato mundial no ano passado.
A verdade é que nós, gremistas, após vermos o Internacional conquistar os títulos que tanto nos orgulhávamos em possuir, passamos a ver a Libertadores deste ano como uma questão de honra, e é.
Os colorados, por sua vez, após o massacre que sofreram no Gauchão deste ano, passaram a encarar a possibilidade de ver o Grêmio se consagrar como Tricampeão da Libertadores, algo inadmissível.
Até aí, não há absolutamente nada de surpreendente, porém após a derrota do primeiro jogo da final, esta história passou a ser algo incrível.
Tenho acompanhado a intensa campanha que gremistas e colorados têm feito, e fico absmada com tudo isso. São mensagens que nos chegam todos os dias, recados no Orkut com profecias de "Nostradamus", já que este previu a vitória do imortal tricolor...São estrelas versus pequenas bocas no msn , imagens veiculadas diariamente na Internet... "Eu acredito!"..."Eu duvido"... A mobilização por parte destas duas torcidas é algo que tem feito a todos, até mesmo aqueles que não são os maiores apreciadores de futebol, partirem para a "peleia"...Porque "gaúcho que é gaúcho não se entrega assim no mais"...
Sem dúvida alguma, hoje é um dia que entrará para a história do futebol gaúcho, independente do resultado...
E amanhã...BUENO...É outro dia...

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O amor sim tem de estar no sangue

Concordo que toda profissão exige o máximo de dedicação possível, porém duvido que haja uma profissão que exija mais amor e paixão do que o jornalismo.
Diferente das outras áreas, onde há o estudo de conhecimentos específicos, o jornalismo busca todo e qualquer tipo de conhecimento. E isto é, sem dúvida nenhuma, o grande e maravilhoso desafio deste campo.
Quando comecei o curso, confesso que pouco sabia sobre a área, já que como todos sabem, esta desperta muito interesse graças a seu aparente "glamour". Entretanto, este não foi o motivo pelo qual decidi ingressar no curso de comunicação social, e sim por não saber bem o que queria e, principalmente, por querer tudo ao mesmo tempo. E talvez seja exatamente esta a maior e mais marcante característica do profissional de comunicação.
Acredito, por tudo que tenho observado e vivido durante estes últimos meses, que mesmo com tamanhas dúvidas, a principal e mais poderosa "arma" dos aspirantes a jornalistas é o amor incondicional por esta profissão.
O que mais encanta a todos é o leque de possibilidades que esta é capaz de abrir a quem se dispuser a observar o mundo com a mente e coração abertos, já que esta área lida com todas áreas do saber, sendo capaz, ainda, de nos transformar em seres humanos melhores, realmente voltados para o social.
Ao ler o livro "Jornalismo Cultural", de Daniel Piza, muito me questionei se o jornalismo é um dom e se possuía este dom, principalmente pela frase presente ainda na introdução desta obra: " Jornalismo tem de estar no sangue".
Contudo, hoje chego a conclusão de que o jornalismo não está no sangue, mas que não há, de maneira alguma, uma só pessoa nesta área que consiga viver e respirar jornalismo 24 horas por dia sem amá-lo e admirá-lo. Reitero: Não há jornalismo sem amor, sem paixão, pois só através deste sentimento poderemos enfrentar todos os percalços e pequenos momentos de "glamour" que este é capaz de nos proporcionar.